Arquivo mensal: janeiro 2011

Mensalão II – A missão e o museu do Mensalão

Amanhã toma posse uma nova câmara dos deputados e tudo leva a crer que será pior que a que atualmente está instalada.

Entre Tiriricas, Malufes e outras tribos há a fina flor do pior que existe em política no país. Se no primeiro governo de Dom Lula, e quiçá no segundo, o mensalão foi a forma de manter coesa a base aliada é preciso que Dilma prepare seu Marcos Valério porque o cenário não é animador.

Com o PT e o PMDB brigando a céu aberto por cargos e divisão do botim, com mensaleiros e sanguessugas em volta triunfal na câmara, com o baixo clero sedento por benefícios, com a oposição morta, o que deveria ser o líder da oposição agindo como Joaquim Silvério e com o slogan pior que está não fica; é uma aposta que paga pouco dizer que o Mensalão II vem por aí.

Este blog gostaria de criar uma área para recordar a memória do mensalão. Fotos, vídeos, notícias da época, cronologias, áudio. Agradecemos que os leitores que dispuserem de algum material que possam compartilhar que o enviem para o e-mail do site. Assim que tivermos alguns artigos vamos organizá-los e criar a área dedicada a memória do mensalão, que segundo José Dirceu, nunca existiu.

Seria José Dirceu nosso Willis Carto?

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Monica Bergamo: o dia em que o jornalismo chegou ao fundo do poço… e cavou

16 de outubro de 2010, amanhece o sábado logo após o feriado em que Dilma acompanhada de Chalita havia ido a Aparecida fazer aquela pantomima, quando mostrou para o mundo o modo Rousseff de persignar-se cuja notícia foi tão criticada pela Ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer (é irmã do André Singer do PT, ele mesmo)

Naquele dia, logo após o resgate dos mineiros chilenos, das profundezas da Terra, o Brasil iria assistir o seu jornalismo ser jogado no fundo do poço e tentar cavar ainda…

Como bem lembrou Reinaldo Azevedo, o sempre fiel escudeiro do PT, Elio Gaspari, procurava com afinco uma nova Mirian Cordeiro para jogar no colo da oposição e foi encontra-la justamente no seu próprio quintal.

Na matéria acima você, meu amigo leitor, vê a que níveis de baixeza pode chegar o ser humano, o jornalista e seus informantes. A mulher de José Serra, é acusada de ter feito um aborto no Chile nos anos 70, acusação feita por uma ex-aluna de Monica Serra na Unicamp, eleitora do PSOL no primeiro turno que iria votar em Dilma Rousseff no segundo turno. Segundo a dançarina Sheila Canevacci Ribeiro, Monica Serra havia contado a elas que fizera um aborto no Chile nos anos 70. A “jornalista” Bergamo teria ouvido outras alunas não se sabe como nem o que disseram. A aluna Sheila não detalha se foi por exemplo um aborto espontâneo, nem como no meio da ditadura Pinochet, com José Serra perseguido sua mulher teria conseguido fazer um aborto sem ser presa.

Segundo a “respeitável” Monica Bergamo, a reportagem teria tentado ouvir durante dois dias a Sra. Monica Serra, sem sucesso. Esqueceu a reportagem de ler nos próprios jornais que a Sra. Monica Serra havia ido ao Chile, ela é chilena, para acompanhar o resgate que comoveu o mundo. Esqueceu a reportagem de que a assessoria de Monica Serra talvez não tivesse a mínima idéia desta história e que não era prudente falar antes de que a própria voltasse do Chile.

Mas nada disso interessava a Monica Bergamo, afinal de contas, como ela mesmo havia dito em uma entrevista em dezembro de 2007: “Olha, sou tudo menos Serrista”.

E a tal da dançarina Sheila Carnevacci Ribeiro, será que teria algum conflito de interesse nesta história? Eleitora do PSOL, pró-aborto, casada com um antropólogo para lá de esquisito que curte falar sobre “fetiches visuais contemporâneos” – vide foto. Tais atributos levam a crer que seria prudente o Jornal ter esperado um pouco mais antes de ter publicado tal matéria.

Logo depois a assessoria da Sra. Monica Serra conversou com ela e juntamente com a campanha de José Serra, divulgou a seguinte nota: “Diante de matéria publicada hoje, a campanha de José Serra esclarece: Monica Serra nunca fez um aborto.

Ou seja, a Folha publicou uma fofoca, baseada em ouvi dizer. Os tablóides britânicos e as revistas de fofoca ficariam ruborizados. A Folha e sua Ombudsman não se envergonharam…

Tensão entre Dilma e os Militares – O exemplo do AI-5

Muitos de vocês podem pensar que o principal motivo de tensão entre Dilma e os militares é a tal da comissão da verdade, que em tese investigaria os crimes cometidos durante os anos 64-84 pelo governo do Brasil e pelas forças insurgentes.

Sei que o próprio Corisco pensa assim. No entanto, do alto de minha experiência militar, contarei para vocês a historinha do AI-5.

Era uma vez, em Banânia (como costuma dizer Reinaldo Azevedo) um deputado chamado Márcio Moreira Alves que resolveu fazer um discurso conclamando (os comunas tentam negar isto) as mulheres dos militares a fazerem greve de relações conjugais, o governo Federal do General Costa e Silva pediu licença ao congresso para processar o deputado e como não houve acordo baixou-se o AI-5.

Não concordo com o AI-5, nem com as provocações baratas de um Márcio Moreira Alves, não defendo nem um nem outro. No entanto, a história pode servir para que Dilma reflita com que delicadeza trata os comandantes das forças armadas.

Ver uma ex-guerrilheira no poder os militares podem aceitar, em 64 não aceitariam, ver a palhaçada da abertura dos arquivos do Regime de 64, podem aceitar. Desaforo creio que não irão aceitar.

Do ponto de vista militar este é o conselho que daria a atual presidente. Pode xingar seus ajudantes, seus ministros, seus assessores, mas nunca, em hipótese alguma ofenda os militares que lhe acompanham.

Patricia Amorim, Dilma, Lula e a moral no Brasil

O Flamengo viveu alguns dias com dois camisas 10. O sérvio Dejan Petkovic, com longa história no Flamengo, pai de duas filhas, homem bem casado, com ótimo nível intelectual e pessoal. O outro Ronaldinho Gaúcho, ex-gênio do futebol, sem história no Flamengo, conhecido por uma vida boêmia na Europa e com futebol decadente. Após tumultuada negociação, em que parecia que se oferecia serviços de mercenário foi entronizado como o novo camisa 10 da Gávea, relegando Petkovic ao desterro.

Foi uma escolha, no maior time do Brasil, time pelo qual torço. Escolha esta que demonstra que o caminho que trilhamos na vida política é um espelho da vida privada dos cidadãos. Ao escolher Ronaldinho à Petkovic, Vanderlei Luxemburgo ao Andrade e ao enxotar Zico do clube que ele fez grande; Amorim deu seu recado e mostrou suas preferências.

Da mesma forma fizeram mais de 54 milhões de brasileiros quando uma ex- guerrilheira, sem experiência, herdeira de um profeta barbudo e populista, escolheram.

A moralização de um país passa pela moralização de seus cidadãos.

Portanto, como flamenguista tenho que dizer: fora Patricia Amorim, fora Dilma Rousseff.

Cavalo Louco promete escalpo de Monica Bergamo

Falei hoje com nosso colaborador Cavalo Louco sobre seus próximos textos e ele cantou uma musiquinha:

Monica Bergamo,
pode esperar
que a tua hora
vai chegar

Em breve teremos um texto dissecando o Oscar da canalhice jornalística do Ano 2010.

Que falta para pedirem o Impeachment de Dilma?

Matéria do Estadão de hoje:

Por Fausto Macedo, no Estadão:
O empresário Rubnei Quícoli incluiu o nome da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), em depoimento à Polícia Federal, como suposta beneficiária de recursos ilícitos. No último dia 12, ele manteve informações que havia prestado em setembro de 2010 no inquérito que investiga suposto tráfico de influência da ex-ministra.

Quícoli repetiu ter ouvido de Marco Antonio de Oliveira, ex-diretor dos Correios, solicitação para repasse de R$ 5 milhões – valor que seria destinado ao pagamento de dívidas de campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Segundo Quícoli, o dinheiro também seria usado na quitação de dívida de Erenice e do então candidato ao governo de Minas, Hélio Costa. “As credenciais pessoais dele (Quícoli) não o autorizam a fazer ataques contra ninguém”, reagiu o criminalista Mário de Oliveira Filho, que defende Erenice. Segundo Oliveira Filho, “as testemunhas já desmentiram (Quícoli), a palavra dele não vale absolutamente nada, é uma palavra isolada”.

O criminalista destacou um detalhe do novo relato do empresário. “No primeiro depoimento à Polícia Federal ele (Quícoli)disse que o dinheiro era para quitar dívidas de campanha de Dilma e de Hélio Costa. Agora, do nada ele incluiu o nome de Erenice. É uma grande bobagem.”

Falta uma oposição com coragem! Repassem para os da oposição!

O que falta para Fernando Haddad dar o fora?

Resposta a pergunta acima: vergonha na cara.

Lula se tivesse alguma (vergonha na cara) teria demitido este rapaz logo no primeiro fracasso do ENEM, assim funcionam as empresas sérias. Passou a mão na cabeça e Haddad conseguiu uma incrível sequência de feitos:

  1. Enem 2009 vazou
  2. Dados dos Alunos do ENEM 2009 foram expostos
  3. Enem 2010 saiu impresso errado
  4. Enem 2010 teve inúmeras confusões na prova
  5. SISU (talvez um dos s poderia ser trocado para f) expôs dados dos alunos e permitiu que outros alunos modificassem dados que não eram seus.

Falta fazer o que para ser demitido? Não falta nada. Falta uma oposição com coragem, como tinha Carlos Lacerda.

via Touro Sentado

SISU do MEC permite acesso de alunos a dados de outros concorrentes

Saiu em O Globo hoje. Uma falha gravíssima no Sistema de Seleção Unificada (SISU) do Ministério da Educação (MEC) permitiu que alunos tivessem acesso a dados dos seus concorrentes e que pudessem alterar suas inscrições.

As pessoas entravam com seus dados de inscrição e apareciam dados de outra pessoa. Muita gente alterou dados de outros, ou, no mínimo, teve acesso a informações críticas de outras pessoas.

Um exemplo disso é do candidato Caio Henrique Figueiredo, que havia se inscrito para Engenharia de Produção no CEFET e Engenharia Naval na UFRJ (primeira e segunda opção). Ontem sua inscrição havia mudado para Matemática nas Universidades de São Carlos e Ouro Preto.

O que acontece com o Ministério da Educação? Será que não têm capacidade para organizar um concurso sequer sem confusões? O que o Ministro da Educação está esperando para ir embora? Parece que as falhas do ENEM não foram o suficiente para isso. Será que agora ele cai?

E esses candidatos safados que se aproveitaram da falha de segurança do SISU para alterar a inscrição dos concorrentes também merecem um escalpo tão doloroso quanto o do Ministro da Educação e sua equipe.

Como não faço escalpos há algum tempo, hoje faço dois coletivos de uma vez só.

Jornalismo brasileiro mostra sua face medíocre

Cem dias. Este é o tempo de trégua que em geral a imprensa costuma dar aos novos governantes. Serve como um período de experiência onde se avalia o início do governo para criar uma base de onde sairão as cobranças.

Por isso, é de se esperar que dêem uma trégua a Dilma no começo de seu mandato, certo? Não errado! Muito errado! Extremamente errado!

Cavalo Louco, expõe o porque isto não deveria estar sendo feito e mostra como é medíocre o jornalismo brasileiro, com muito raras exceções.

Em primeiro lugar Dilma não representa um novo governo, ela é uma espécie de terceiro mandato de Lula, travestido em outro corpo. Lula deixou Dilma não como uma sucessora, mas como uma herdeira. Por este motivo, Dilma é o que está no governo há oito anos, e tem que ser cobrada como tal.

Em segundo lugar, a maior parte dos ministros, tirando o vozinho que deve ter enchido a cara de viagra para festinhas em motel às expensas sabe Deus de quem, é velho conhecido do governo Lula, alguns com ficha corrida bem ampla. Não há trégua neste caso. Tem que ser cobrado pelo que fizeram, pelo que não fizeram e pelos crimes que cometeram.

Em terceiro lugar, é importante que os jornais e meios de comunicação leiam seus editoriais, aqueles que mostravam como a eleição de Dilma se deu em meio a enormes abusos de poder, violências à lei eleitoral, quebras de sigilo fiscal, corrupção de assessores próximos, etc.

Esquecer estes fatos é enviar um recado claro às erenices de Brasília: “Aguenta o tranco durante a campanha que depois os otários dos jornalistas esquecem tudo e ficamos com a bufunfa”

Nestes momentos em que até a Dora Kramer a quem admirava tem fraquejado, só nos resta esperar que surja no Brasil uma verdadeira imprensa com pensamento coerente com as instituições fortes que o país precisa.

Dilma e os mortos do Rio

O Coronel do Blog publicou um excelente post hoje. Curto e direto ao ponto. Vou reproduzir as fotos aqui, mas vale a pena ver o texto dele: http://coturnonoturno.blogspot.com/2011/01/os-dois-brasis.html

As fotos vão abaixo:

O Brasil que ri quando não deve

O Brasil que chora quando deve

Só posso dizer uma coisa: fora Dilma!

Dica de uma leitora!