Arquivo mensal: agosto 2011

Editora Paulus – Teologia da Libertação no folheto da Missa? Vergonha!

Como muitos já sabem, esse índio velho que vos escreve é católico. Para os quem não sabiam, façam o favor de saber agora.

Hoje chegou aos meus olhos uma cópia do folheto de Missa chamado “O domingo”, da editora Paulus, com um texto “pra lá” de ruim. Na paróquia onde eu assisto Missa, o folheto é outro, graças a Deus, mas muitas igrejas ainda usam esse periódico para acompanhar a Missa e, por isso, me dói ver esse tipo de ideias estampadas num folheto que deveria trazer boa doutrina.

Só para começar, o texto é assinado pelo “teólogo” da libertação, João Batista Libanio que, no meio do texto cita descaradamente Leonardo Boff e, também descaradamente, defende ideias rejeitadas pela Igreja no próprio folheto da Missa.

Para quem não sabe, a Teologia da Libertação é claramente repudiada pelo Magistério da Igreja (confiram aqui e aqui). Ela, (a T.L.) defende diversas heresias, dentre elas o materialismo, como justificativa para a defesa dos “pobres e oprimidos”.

Vamos ao texto (meus comentários em azul):

O Caminho do Humanismo Cristão
Não poucos cristãos desencantaram-se da trajetória religiosa tradicional que levavam. Embarcaram de peito aberto no processo de secularização. Aprenderam a valorizar as realidades terrestres, a reconhecer-lhes a autonomia, a entusiasmar-se pelo compromisso social. Tiveram a graça de encontrar nesse novo caminho não a perda da fé, mas a purificação e aprofundamento.


Já começou mal. Aqui ele claramente tenta justificar sua escolha, e a de outros pela Teologia da Libertação. Tenta inclusive justificar essa má escolha pela quantidade de adeptos da T.L.


Depois embarca em expressões como “valorizar as realidades terrestres”, “autonomia” e “compromisso social”, expressões essas essenciais ao materialismo da T.L.


Termina o parágrafo quase implorando para que entendam que eles não perderam a fé, com minúscula, é claro, já que a Fé eles não têm desde que deram tanto valor às “realidades terrestres” e à “autonomia” (e outros “valores”).

Nutriram-se de teólogos sérios que souberam mostrar-lhes que certo tipo de secularização não contradiz a fé cristã. Antes, que a fé bíblica no Deus criador, que entregou ao ser humano a tarefa de cuidar do mundo e de construir a história, cumpriu função secularizadora em face de religiões que transportavam para o mundo os deuses para configurar o mundo dos homens.


Teólogos sérios? Será que a SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ concorda com essa afirmação? Mas prossigamos porque o resto deste parágrafo é mais uma tentativa de justificar o materialismo através do mau uso da palavra “secularização”.

O cristão sabe que Deus está a seu lado, mas de modo diferente: não lhe retira a responsabilidade histórica. Mais. Vê na pessoa de Jesus Cristo aquele que trilhou aqui na terra trajetória humana até o extremo. Fascinou-lhe a afirmação de L. Boff, inspirada em Fernando Pessoa, ao falar de Jesus Cristo: “Humano assim só pode ser Deus mesmo”.


É verdade que Jesus trilhou aqui na terra trajetória humana até o extremo, mas não podemos nos esquecer nunca de que além dEle ser perfeito homem, Ele é também perfeito Deus. Esse último aspecto da pessoa de Cristo a T.L. tenta esconder ou dizer que não existe.

Trouxe-lhe imensa felicidade e paz interior saber-se seguidor de Jesus Cristo precisamente no momento em que se engaja com seriedade na luta pela justiça, pela liberdade e pela paz.


Hum… As coisas vão piorando. Parece que não foi isso Jesus não veio promover, “luta pela justiça, pela liberdade e pela paz”.

Ao se comparar com o militante ateu que dedica heroicamente a vida à libertação dos pobres e à construção de sociedade justa e fraterna, esse cristão não se sente nenhum alienado. Leva com igual seriedade o mesmo compromisso. Só que ainda lhe vem de graça a dupla certeza de que aqui na terra constrói o reino de Deus e além da história mergulha na certeza do amor de Deus que o acolhe.

A cerejinha do bolo. Neste último parágrafo ele mostra que não se sente um alienado quando comparado a um ateu marxista (heroico???).

J. B. Libanio sj

Pelo menos teve coragem de assinar o texto infame.

O escalpo de hoje vai para a editora Paulus e os infelizes que deram espaço para o João Batista Libanio com suas ideias marxistas e materialistas.

Espero que as dioceses que permitem o uso desse periódico tenham a coragem de exigir que a editora Paulus se corrija no próximo domingo, explicando os erros do texto que ela publicou.

Quero o escalpo do Leonardo Boff

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Porque o homicídio é direito de alguns no Brasil

O que você diria caso o casal Nardoni, condenado por juri popular a muitos anos de cadeia fizesse sua defesa baseada no seguinte argumento: “Nós atiramos Isabela pela janela porque esta é uma tradição da nossa família”.

Parece loucura? Então imagine que houvesse um organismo vinculado a CNBB que defendesse casais que tem por habito atirarem seus filhos pela janela. Piorou? Então imagine que houvesse vários “acadêmicos” que constituíssem uma carreira, não de pó, dedicada a justificar, sabe-se lá como, o direito de famílias que tem o costume de atirarem seus filhos pela janela de não serem molestada pela justiça daqueles que não comungam destes valores.

Você leitor, que chegou até aqui, pode estar pensando: ‘Corisco enlouqueceu’. Bom, meus amigos, nestes tempos doidos em que vivemos poderia ter sido, mas não enlouqueci. É isto mesmo o que está acontecendo.

Leia o trecho da matéria de hoje da Folha de São Paulo:

Muwaji Suruwahá, 33, fala poucas palavras em português e vive alheia à discussão sobre o infanticídio em aldeias indígenas. Mesmo assim, foi transformada em símbolo da disputa que, há quatro anos, opõe evangélicos e governo no Congresso. Chamado de lei Muwaji, o projeto que responsabiliza agentes públicos pela morte de recém-nascidos é inspirado na história dela e da filha Iganani, 8, que nasceu com paralisia cerebral. Em 2005, a índia deixou sua tribo para evitar que a menina fosse sacrificada, como prevê a tradição de sua comunidade. Elas vivem hoje na sede da ONG Atini, nos arredores de Brasília. A organização foi fundada por Márcia Suzuki, uma missionária metodista que acusa o governo de negligência com a prática.

“A Funai afirma que a interferência é sempre negativa, mesmo que as crianças estejam em risco. Nós acreditamos que respeitar os índios também significa respeitar e proteger a vida deles”, diz. A tese é contestada pela Associação Brasileira de Antropologia, que acusa os ativistas de repetir métodos dos colonizadores portugueses. “Tirar índios de suas aldeias para criá-los sob a ética cristã é uma interferência violenta, não um projeto humanitário”, diz João Pacheco de Oliveira, dirigente da entidade e professor da UFRJ.

A Atini abriga 12 famílias, que recebem mantimentos e cuidados médicos, e diz ser mantida por doações. A ONG nega vinculação a igrejas, embora os evangélicos sejam maioria entre os voluntários. Em 2010, a Funai processou outra entidade evangélica, a Jocum (Jovens Com Uma Missão), pela exibição de um suposto documentário sobre o infanticídio. A Justiça Federal determinou a retirada do vídeo do YouTube por entender que ele incitava o preconceito e causava dano à imagem dos índios sem provar as mortes.

O negrito é meu, mas o texto é o que está acima sem alterações. Então deixa ver se eu entendi: O João Pacheco de Oliveira diz no fundo que impor o dever de não matar os filhos é uma violência para com os índios. Fiquei curioso. De onde virá tanta sabedoria deste rapaz. Fui ver o Curriculum Lattes dele (http://lattes.cnpq.br/3524115532897588), afinal nós pagamos o salário do menino e para minha supresa, na parte de idiomas vemos que ele não domina nenhum. Inglês, escrita pouco; Espanhol: razoavelmente; Francês: razoavelmente; Italiano: Pouco.

Realmente intrigante. O rapaz é diretor do museu nacional, professor titular sustentado com nosso dinheiro e seu inglês no máximo consegue escrever: Mim João, you Jane.

yanomami infanticídio Brasil um país de tolos

Por falar em antropologia, lembram do outro antropólogo que mostrei aqui?

To be continued (traduzindo para o prof. João da UFRJ: haverá uma continuação)

Para Dilma: “Quem brinca com fogo faz xixi na cama”

Ouvi narrar de uma testemunha ocular, talvez melhor seria auricular, que em 1961 o então presidente Jânio Quadros teria renunciado como forma de fazer com que os militares o apoiassem em um projeto de golpe de estado. A conversa, segundo a narração que escutei teria sido algo como:

– Eu penso em renúnciar porque o Congresso não me deixa governar.
– Perfeitamente presidente. Aceitamos a renúncia.

O que aconteceu depois, inclusive no contra-golpe que os militares deram nos comunistas em 31 de março de 1964 é um desenvolvimento deste acontecimento.

Ao nomear Celso Amorim para ministro da defesa, Dilma dá um perigoso passo rumo ao abismo. É obvio que os generais atualmente são muito fracos, que o país mudou, que as circunstâncias são distintas de 1964, que o mundo não vê com bons olhos reações da direita, etc. Por outro lado, Dilma esticou demais uma corda que não precisaria ser esticada.

Parece uma provocação barata, eu diria uma forma de vingança contra homens que ganham mal, servem à pátria e agora são humilhados. Dilma diz ter sido perseguida pelo regime militar e este parece ser o troco, algo que poderia ser verbalizado assim: ‘Vocês me torturaram, agora vão ser comandados por um bolivariano comuna’ ou então ‘botei o Amorim porque não encontrei nada pior’

A pergunta que não quer calar é: até quando os militares vão ser humilhados? Será que não há ninguém que se indigne nas forças armadas?

Revolução democrática de 1964 - Povo apoia