Arquivo mensal: janeiro 2012

Há 50 anos Fidel Castro era excomungado

English: The Cuban leader Fidel Castro. Españo...

A Igreja Católica dentro de seu direito penal possui, de maneira geral, três modalidades de penas: as censuras, as interdições e as excomunhões.

A mais grave das penas eclesiásticas é a excomunhão. Através dela a pessoa excomungada fica privada de qualquer auxílio espiritual da Igreja e impedida de receber qualquer sacramento.

As penas de excomunhão são aplicadas de duas formas: Latae Sententiae e Ferendae Sententiae. A primeira é aplicada automaticamente para algumas ações especialmente graves. Se uma mulher faz aborto, ela está excomungada, o médico e todos os que participaram no aborto também. Neste caso quem tem autoridade para remover a excomunhão é o bispo da diocese onde foi praticado o ato que gerou a excomunhão.

Se um sacerdote viola o segredo da confissão, ele está automaticamente excomungado e devido a gravidade do fato a excomunhão só pode ser removida pelo Papa.

No entanto em algumas situações especificamente muito graves os Papas, ou em suas dioceses os bispos, podem decretar a excomunhão de uma determinada pessoa. Isto se dá em situações realmente graves em que o conjunto dos atos da pessoa faz com que seja inviável sua permanência na Igreja.

Até onde sei, e pesquisei bastante, a última pessoa que teve a excomunhão declarada solenemente por um Papa foi o ditador carniceiro de Cuba, Fidel Castro. Há 50 anos, em 3 de Janeiro de 1962 o Papa João XXIII excomungou Fidel pelas agressões que este perpetrou contra instituições católicas em Cuba. E Fidel até os dias de hoje segue excomungado.

Este blog não se alegra com a excomunhão de Fidel, mas crê que este remédio (da excomunhão) poderia ser aplicado outras vezes para ditadores e pseudo-ditatores que se dizem católicos e promovem o aborto e outras aberrações.