Arquivo da categoria: Aborto

O aborto e o estado herbívoro

Vejam a imagem abaixo e respondam: a Sra. Nina é ou não a melhor representante do Estado Herbívoro?

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O aborto no Brasil e a CNBB

Prezados leitores, sei que não não temos sido nada assíduos aqui neste blog, no entanto gostaria de contar com a sua atenção um momento.

O tema do aborto no Brasil foi amplamente discutido na campanha de 2010 e o próprio PT havia posto isso no seu programa de governo. Dilma havia se declarado favorável à pratica de matar criancinhas no ventre materno, isto é o aborto, e não era de se esperar menos que o PT fizesse o que queria fazer.

O problema está aí. A Ministra das Mulheres (quando vai ter um ministro dos homens?) é favorável ao aborto e confessou crime de aborto cometido na Colombia.

Enquanto isso na CNBB …

A Igreja no Brasil está na lona e depois o pessoal não sabe a razão …

Ministra Eleonora Menicucci devia ser extraditada para a Colômbia

A ministra das mulheres Eleonora Menicucci confessou, como lemos no blog do Reinaldo Azevedo, que cometeu um crime (pelo menos um) na Colômbia.

O aborto, para cada vez que foi cometido, leva consigo, segundo o código penal colombiano, uma pena de 1 a 3 anos de cadeia.

Seria interessante que um promotor colombiano pedisse a prisão de Eleanora Menicucci e sua extradição para a Colômbia.

Podiam até oferecer uma recompensa …

Não preciso lembrar aqui quem são alguns dos responsáveis por ela estar aí …

Há 50 anos Fidel Castro era excomungado

English: The Cuban leader Fidel Castro. Españo...

A Igreja Católica dentro de seu direito penal possui, de maneira geral, três modalidades de penas: as censuras, as interdições e as excomunhões.

A mais grave das penas eclesiásticas é a excomunhão. Através dela a pessoa excomungada fica privada de qualquer auxílio espiritual da Igreja e impedida de receber qualquer sacramento.

As penas de excomunhão são aplicadas de duas formas: Latae Sententiae e Ferendae Sententiae. A primeira é aplicada automaticamente para algumas ações especialmente graves. Se uma mulher faz aborto, ela está excomungada, o médico e todos os que participaram no aborto também. Neste caso quem tem autoridade para remover a excomunhão é o bispo da diocese onde foi praticado o ato que gerou a excomunhão.

Se um sacerdote viola o segredo da confissão, ele está automaticamente excomungado e devido a gravidade do fato a excomunhão só pode ser removida pelo Papa.

No entanto em algumas situações especificamente muito graves os Papas, ou em suas dioceses os bispos, podem decretar a excomunhão de uma determinada pessoa. Isto se dá em situações realmente graves em que o conjunto dos atos da pessoa faz com que seja inviável sua permanência na Igreja.

Até onde sei, e pesquisei bastante, a última pessoa que teve a excomunhão declarada solenemente por um Papa foi o ditador carniceiro de Cuba, Fidel Castro. Há 50 anos, em 3 de Janeiro de 1962 o Papa João XXIII excomungou Fidel pelas agressões que este perpetrou contra instituições católicas em Cuba. E Fidel até os dias de hoje segue excomungado.

Este blog não se alegra com a excomunhão de Fidel, mas crê que este remédio (da excomunhão) poderia ser aplicado outras vezes para ditadores e pseudo-ditatores que se dizem católicos e promovem o aborto e outras aberrações.

Drauzio Varella: Aborto pode. Fumar não pode.

Aqui na tribo faz tempo que a TV Telefunken está quebrada. Por um lado isso é bom, já que não perdemos tempo vendo porcarias, por outro lado perco algumas pérolas de estupidez que são ditas por lá. Por sorte temos internet para saber das coisas. Bem, nem sempre é sorte…

Soube que ontem, no Fantástico, “O Show da vida” como dizem, o Dr. Drauzio Varella, aquele que “bobeou e pegou febre amarela”, disse que “todo fumante é um pouco mau caráter”.

Aí eu pergunto: “Doutor? Todo médico abortista é o que?”

Pelo visto, aqui no Brasil, corrupção pode, propina pode, matar pode, abortar pode, mas fumar não pode… A menos que o cigarro seja de maconha, é claro.

Está tudo errado…

Porque o homicídio é direito de alguns no Brasil

O que você diria caso o casal Nardoni, condenado por juri popular a muitos anos de cadeia fizesse sua defesa baseada no seguinte argumento: “Nós atiramos Isabela pela janela porque esta é uma tradição da nossa família”.

Parece loucura? Então imagine que houvesse um organismo vinculado a CNBB que defendesse casais que tem por habito atirarem seus filhos pela janela. Piorou? Então imagine que houvesse vários “acadêmicos” que constituíssem uma carreira, não de pó, dedicada a justificar, sabe-se lá como, o direito de famílias que tem o costume de atirarem seus filhos pela janela de não serem molestada pela justiça daqueles que não comungam destes valores.

Você leitor, que chegou até aqui, pode estar pensando: ‘Corisco enlouqueceu’. Bom, meus amigos, nestes tempos doidos em que vivemos poderia ter sido, mas não enlouqueci. É isto mesmo o que está acontecendo.

Leia o trecho da matéria de hoje da Folha de São Paulo:

Muwaji Suruwahá, 33, fala poucas palavras em português e vive alheia à discussão sobre o infanticídio em aldeias indígenas. Mesmo assim, foi transformada em símbolo da disputa que, há quatro anos, opõe evangélicos e governo no Congresso. Chamado de lei Muwaji, o projeto que responsabiliza agentes públicos pela morte de recém-nascidos é inspirado na história dela e da filha Iganani, 8, que nasceu com paralisia cerebral. Em 2005, a índia deixou sua tribo para evitar que a menina fosse sacrificada, como prevê a tradição de sua comunidade. Elas vivem hoje na sede da ONG Atini, nos arredores de Brasília. A organização foi fundada por Márcia Suzuki, uma missionária metodista que acusa o governo de negligência com a prática.

“A Funai afirma que a interferência é sempre negativa, mesmo que as crianças estejam em risco. Nós acreditamos que respeitar os índios também significa respeitar e proteger a vida deles”, diz. A tese é contestada pela Associação Brasileira de Antropologia, que acusa os ativistas de repetir métodos dos colonizadores portugueses. “Tirar índios de suas aldeias para criá-los sob a ética cristã é uma interferência violenta, não um projeto humanitário”, diz João Pacheco de Oliveira, dirigente da entidade e professor da UFRJ.

A Atini abriga 12 famílias, que recebem mantimentos e cuidados médicos, e diz ser mantida por doações. A ONG nega vinculação a igrejas, embora os evangélicos sejam maioria entre os voluntários. Em 2010, a Funai processou outra entidade evangélica, a Jocum (Jovens Com Uma Missão), pela exibição de um suposto documentário sobre o infanticídio. A Justiça Federal determinou a retirada do vídeo do YouTube por entender que ele incitava o preconceito e causava dano à imagem dos índios sem provar as mortes.

O negrito é meu, mas o texto é o que está acima sem alterações. Então deixa ver se eu entendi: O João Pacheco de Oliveira diz no fundo que impor o dever de não matar os filhos é uma violência para com os índios. Fiquei curioso. De onde virá tanta sabedoria deste rapaz. Fui ver o Curriculum Lattes dele (http://lattes.cnpq.br/3524115532897588), afinal nós pagamos o salário do menino e para minha supresa, na parte de idiomas vemos que ele não domina nenhum. Inglês, escrita pouco; Espanhol: razoavelmente; Francês: razoavelmente; Italiano: Pouco.

Realmente intrigante. O rapaz é diretor do museu nacional, professor titular sustentado com nosso dinheiro e seu inglês no máximo consegue escrever: Mim João, you Jane.

yanomami infanticídio Brasil um país de tolos

Por falar em antropologia, lembram do outro antropólogo que mostrei aqui?

To be continued (traduzindo para o prof. João da UFRJ: haverá uma continuação)

Os Bispos do Brasil são uma vergonha

Antes de descer a lenha faço uma observação: sou católico, vou a Missa todos os Domingos, confesso pelo menos uma vez a cada mês, rezo, etc. Ou seja: católico praticante.

Feita esta observação agora o pau come, leia o que vai no G1 (dica do @coroneldoblog) e volto a seguir:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota nesta sexta-feira (17) em que afirma que “as decisões sobre o Código Florestal não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida”. Na nota, os bispos manifestaram preocupação tanto com a amenda 164 quanto com anistia a desmatadores. Segundo o presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno, a Igreja Católica vai apoiar a coleta de assinaturas nas paróquias de todo o país contra as mudanças no código feitas pela Câmara. “Convocamos nossas comunidades a participarem desse processo de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando as forças sociais e promovendo abaixo-assinado contra a devastação.” O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, disse que os bispos vão participar do debate no Senado. “Gostaríamos de fazer um pouco de pressão”, afirmou. Steiner citou como exemplo de pressão feita pela Igreja a coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular que deu origem à Lei da Ficha Limpa.

É muita falta de vergonha na cara. Para quem não lembra, o Cardeal Dom Odilo Scherer proibiu a distribuição do folheto contra o aborto ano passado na Catedral da Sé (a mesma catedral que foi profanada no tal do plebiscito de estatização da Vale), Dom Orani, que não foi feito Cardeal, também fez ouvidos surdos aos apelos do Papa para que se pronunciasse às vésperas da eleição. Outros importantes bispos e cardeais colocaram o rabo entre as pernas, se omitiram, ignoraram o apelo do Papa e agora vem com esta palhaçada numa questão que nem conseguiram compreender.

Então estamos combinados: aborto = silêncio. Lei justa que faz bem para o Brasil eles são contra e usurpam a estrutura da Igreja Católica para fazer política…

Aborto, Dilma, Herodes e Bispos fracos

vox in Rama audita est ploratus et ululatus multus Rachel plorans filios suos et noluit consolari quia non sunt – Mt 2,18

Hoje é o dia em que se comemora a festa dos Santos Inocentes. Para quem não lembra a história, após o nascimento de Jesus, tendo sido avisado que estaria nascendo em Belém o Rei dos Judeus, Heródes, rei naquela época mandou matar todas as crianças com menos de dois anos de idade, para tentar liquidar o menino Jesus.

Hoje, também, foi o dia em que a Ministra de Dilma, deu uma entrevista à Folha de São Paulo mostrando que tudo que Dilma falou sobre o aborto na campanha não era para ser levado a sério.

Eles vão implantar o aborto no Brasil e se escolheu um dia cheio de simbolismo para fazer este anúncio.

Os Bispos que não ouviram o apelo do Santo Padre, entre eles a maior parte dos arcebispos brasileiros, terão suas mãos sujas do sangue destes inocentes que por sua pusilanimidade e omissão não foram protegidos.

 

O legado de Lula: o fim da vergonha na cara

Lição de casa: Embora tenha defendido tese de doutorado sexta-feira, não há registro da produção acadêmica de Aloizio Mercadante na Plataforma Lattes, referência no meio universitário. O futuro ministro da Ciência e Tecnologia prometeu providenciar um currículo hoje.

Texto acima da colunista Renata Lo Prete fez com que sentisse uma profunda náusea. O legado destes oito tristes anos de Lula no poder é justamente a podridão moral em que se encontra o país. Reinaldo Azevedo publicou hoje, sim ele chegou atrasado nesta, um bom texto sobre a vergonha para a UNICAMP com o doutorado de Mercadante; além disso ele cita uma frase muito interessante do blog do economista Alexandre Schwartzman: “se restava ainda alguma dúvida que um doutorado em Economia pela Unicamp e nada fossem a mesma coisa, o senador a dirimiu e, com isso, finalmente fez alguma coisa servindo ao interesse público”.

Mas o caso Mercadante é apenas o coroamento de um governo marcado pela falta de vergonha na cara. Quando Duda Mendonça foi à CPI, vários petistas choraram no plenário, naquele momento confesso que senti uma certa simpatia por eles como se tivessem ainda alguma dignidade, mas vejo que estava profundamente enganado.

Tivemos o relaxa e goza e nada aconteceu com a gozadora, pelo contrário foi eleita senadora.

Tivemos o top-top e continua firme e forte no governo.

O ministro responsável pelo duplo e triplo fiasco do ENEM, continua ministro.

Tivemos o irrevogável revogado, o estuprador de sigilos bancários de volta, o rombo no panamericano, aloprados, dossiês, “caraca que dinheiro é esse”, e muitas outras façanhas que fazem com que o brasileiro tenha ficado mais safado, tão mais safado que aceitou ouvir sem protestar a frase do governador do Rio de Janeiro, futuro sucessor do frasismo lulista: “Quem aqui nunca teve uma namoradinha e teve que fazer um aborto depois”

Oito anos se resumem em uma palavra: safadeza.

Dando nome aos bispos (III) – Dom Odilo Scherer

Neste apanhado (parte 1 e parte 2) que faço, nomeando os Bispos brasileiros que não seguiram a indicação claríssima de Bento XVI para que orientassem os fiéis em matéria política, principalmente quando estivesse em jogo a vida humana, chegou o momento de falar dos Cardeais brasileiros.

Hoje vamos falar de Dom Odilo Scherer, um bispo jovem (61 anos) e cardeal há três anos. Dom Odilo foi dos que se omitiu, posso dizer isto com enorme tranquilidade pois é a mais pura verdade.

Quando começou a circular o tema do aborto na campanha e vários bispos lançaram um texto aprovado pela Regional Sul 1 da CNBB condenando, entre outras coisas, o Partido dos Trabalhadores pelo apoio ao PNDH3 e pela expulsão de deputados que haviam se manifestado contra o aborto, Dom Odilo publicou uma nota em que dizia que tomar partido nas eleições era algo que dividia a comunidade (como se Cristo não tivesse sido um sinal de contradição: Lc 12, 53) e que portanto os padres se abstivessem de dar conselhos nesta linha. Que aconselhassem os fiéis a seguir sua consciência cristã.

Até este momento Dom Odilo exercia seu papel de pastor, de acordo com sua consciência, talvez alguns achassem-no pusilânime, mas estava dentro dos limites do que poderiamos chamar de opinável. Vale lembrar, no entanto, que Dom Odilo não quis que se fizesse uma passeata contra o aborto saindo da Sé enquanto várias vezes a mesma Catedral foi usada pelos adeptos da teologia da libertação para suas palhaçadas.

No entanto, quando o Papa falou, e fez um apelo claríssimo aos Bispos brasileiros, mais claro como nunca se viu na história do Brasil, o silêncio que saiu da Arquidiocese de São Paulo foi ensurdecedor.

Um amigo que dirige um movimento pró-vida diz, e eu acredito piamente nele, que Dom Odilo foi lembrado dezenas de vezes através de telefonemas e e-mails do seu dever de pastor à luz do que havia dito o Santo Padre; no entanto Dom Odilo se calou. Depois de muita importunação se publicou a mensagem do Papa no site da Arquidiocese e um texto dizendo que Dom Odilo já havia orientado seus fiéis a votarem de acordo com sua consciência …

Em defesa de Dom Odilo pode-se aduzir que talvez tenha sentido medo, afinal São Paulo foi uma cidade em que a teologia da libertação encontrou berço fértil durante muitos anos, ou que no calor do momento não conseguiu compreender bem o alcance da mensagem do Papa. No entanto os fiéis da Arquidiocese de São Paulo esperam uma retificação, esperam que ele observe outros irmãos seus no episcopado que deram a cara a tapa e considere o alcance que pode ter a sua omissão.