Arquivo da categoria: Escalpo

Zé Dirceu – 10 anos e 10 meses de cadeia: ficou barato.

Ficou barato, Zé. Só 10 anos e 10 meses de cadeia.

Vejam como o direito penal no Brasil é brando. Em 21 meses o Zé sai da sua cela e vai para o regime semi-aberto. No semi-aberto ele só tem que dormir no xilindró, o resto do tempo pode passar trabalhando (tá, vai nessa). Depois de mais uns poucos anos vai para o regime aberto, onde pode dormir em casa e só fica restrito de sair da cidade.

Se o Zé tivesse nascido nos EUA teria pego life in prision. Se fosse na China uma bala na cabeça. Em Cuba, bom em Cuba nem julgamento teria.

Anúncios

Drauzio Varella: Aborto pode. Fumar não pode.

Aqui na tribo faz tempo que a TV Telefunken está quebrada. Por um lado isso é bom, já que não perdemos tempo vendo porcarias, por outro lado perco algumas pérolas de estupidez que são ditas por lá. Por sorte temos internet para saber das coisas. Bem, nem sempre é sorte…

Soube que ontem, no Fantástico, “O Show da vida” como dizem, o Dr. Drauzio Varella, aquele que “bobeou e pegou febre amarela”, disse que “todo fumante é um pouco mau caráter”.

Aí eu pergunto: “Doutor? Todo médico abortista é o que?”

Pelo visto, aqui no Brasil, corrupção pode, propina pode, matar pode, abortar pode, mas fumar não pode… A menos que o cigarro seja de maconha, é claro.

Está tudo errado…

Porque o homicídio é direito de alguns no Brasil

O que você diria caso o casal Nardoni, condenado por juri popular a muitos anos de cadeia fizesse sua defesa baseada no seguinte argumento: “Nós atiramos Isabela pela janela porque esta é uma tradição da nossa família”.

Parece loucura? Então imagine que houvesse um organismo vinculado a CNBB que defendesse casais que tem por habito atirarem seus filhos pela janela. Piorou? Então imagine que houvesse vários “acadêmicos” que constituíssem uma carreira, não de pó, dedicada a justificar, sabe-se lá como, o direito de famílias que tem o costume de atirarem seus filhos pela janela de não serem molestada pela justiça daqueles que não comungam destes valores.

Você leitor, que chegou até aqui, pode estar pensando: ‘Corisco enlouqueceu’. Bom, meus amigos, nestes tempos doidos em que vivemos poderia ter sido, mas não enlouqueci. É isto mesmo o que está acontecendo.

Leia o trecho da matéria de hoje da Folha de São Paulo:

Muwaji Suruwahá, 33, fala poucas palavras em português e vive alheia à discussão sobre o infanticídio em aldeias indígenas. Mesmo assim, foi transformada em símbolo da disputa que, há quatro anos, opõe evangélicos e governo no Congresso. Chamado de lei Muwaji, o projeto que responsabiliza agentes públicos pela morte de recém-nascidos é inspirado na história dela e da filha Iganani, 8, que nasceu com paralisia cerebral. Em 2005, a índia deixou sua tribo para evitar que a menina fosse sacrificada, como prevê a tradição de sua comunidade. Elas vivem hoje na sede da ONG Atini, nos arredores de Brasília. A organização foi fundada por Márcia Suzuki, uma missionária metodista que acusa o governo de negligência com a prática.

“A Funai afirma que a interferência é sempre negativa, mesmo que as crianças estejam em risco. Nós acreditamos que respeitar os índios também significa respeitar e proteger a vida deles”, diz. A tese é contestada pela Associação Brasileira de Antropologia, que acusa os ativistas de repetir métodos dos colonizadores portugueses. “Tirar índios de suas aldeias para criá-los sob a ética cristã é uma interferência violenta, não um projeto humanitário”, diz João Pacheco de Oliveira, dirigente da entidade e professor da UFRJ.

A Atini abriga 12 famílias, que recebem mantimentos e cuidados médicos, e diz ser mantida por doações. A ONG nega vinculação a igrejas, embora os evangélicos sejam maioria entre os voluntários. Em 2010, a Funai processou outra entidade evangélica, a Jocum (Jovens Com Uma Missão), pela exibição de um suposto documentário sobre o infanticídio. A Justiça Federal determinou a retirada do vídeo do YouTube por entender que ele incitava o preconceito e causava dano à imagem dos índios sem provar as mortes.

O negrito é meu, mas o texto é o que está acima sem alterações. Então deixa ver se eu entendi: O João Pacheco de Oliveira diz no fundo que impor o dever de não matar os filhos é uma violência para com os índios. Fiquei curioso. De onde virá tanta sabedoria deste rapaz. Fui ver o Curriculum Lattes dele (http://lattes.cnpq.br/3524115532897588), afinal nós pagamos o salário do menino e para minha supresa, na parte de idiomas vemos que ele não domina nenhum. Inglês, escrita pouco; Espanhol: razoavelmente; Francês: razoavelmente; Italiano: Pouco.

Realmente intrigante. O rapaz é diretor do museu nacional, professor titular sustentado com nosso dinheiro e seu inglês no máximo consegue escrever: Mim João, you Jane.

yanomami infanticídio Brasil um país de tolos

Por falar em antropologia, lembram do outro antropólogo que mostrei aqui?

To be continued (traduzindo para o prof. João da UFRJ: haverá uma continuação)

MEC inventa mais um preconceito. O linguístico.

Depois de termos um presidente que errava, e ainda deve errar, 99,13% das concordâncias durante suas falas, o MEC resolveu ensinar a nossos filhos que não está errado deixar a consoante dos plurais de fora de algumas palavras, ao seu bel prazer.

“Posso falar ‘os livro’?’ Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico”

Isso é um trecho do Livro “Por uma vida melhor”, de Heloísa Ramos, que taxa os bons professores de “Preconceituosos Linguísticos”.

A justificativa para a criação de mais um preconceito, é que as pessoas já falam errado e, por causa disso, têm o direito de também escrever errado. Ao invés de corrigir o erro, o aceitam e o transformam em acerto. Nada mais fácil, certo?

Usando essa mesma lógica “democrática” de transformar a maioria em “verdade”, poderíamos deturpar conceitos de Matemática, Física ou Química… Ainda seguindo tal “lógica” é possível mudar fatos históricos ou dados geográficos, só porque a maioria das pessoas acha que tal maneira é a correta. Afinal de contas, ninguém pode ser vítima de preconceito (linguístico, matemático, físico, químico, histórico ou geográfico).

Fecho com uma citação do Augusto Nunes num post sobre o assunto, “O Brasil vem afundando há oito anos num oceano de estupidez. Mas é a primeira vez que o governo se atreve a usar uma obra supostamente didática para difundi-la.”

Foto meramente ilustrativa.

Ana de Hollanda, devolve o Jabuti, digo, as diárias no Rio

Saiu ontem no Estadão uma reportagem que mostrava que a nossa Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu diárias no Rio de Janeiro, mesmo tendo residência naquela cidade. Nesses últimos quatro meses, ela já recebeu 65 diárias que somam R$ 35.500,00.

Curiosamente, ela marca compromissos oficiais nas sextas-feiras e segundas-feiras e fica hospedada às nossas custas durante o fim de semana. Além disso, ela recebe ajuda financeira pelos dias na cidade inclusive nos sábados e domingos.

Ela se “justifica” dizendo que é mais barato para os cofres públicos ficar no Rio do que voltar a Brasília na sexta e retornar ao Rio na segunda-feira. Assim mesmo, já gastou R$ 17.300,00 só em passagens aéreas para esses finais de semana.

Ora, se ela tem residência no Rio de Janeiro, porque o governo tem que pagar a hospedagem dela na Cidade Maravilhosa? E que diária, hein? R$ 35.500,00 por 65 dias dá uma diária de R$ 545,00.

Desde sua posse, a Ministra passou apenas 4 dos 17 finais de semana em Brasília, onde diz ter residência oficial.

Outro escalpo na nossa Ministra da Cultura.

Outra coisa que não entendo é o caso dos parlamentares do Distrito Federal que recebem passagens aéreas todo mês. Os colegas de outros estados recebem isso para voltarem para suas casas… Mas e os de Brasília? Bom isso será tema de outro escalpo…

Minha casa minha vida – O eleitor votou nela, mas muitos não receberam a casa em troca

Uma das moedas usadas pela Dilma para conseguir votos da população de baixa renda, foi o programa “Minha casa minha vida”, que prometia entregar 1.000.000 de habitações (casas e apartamentos) até o final de 2010.

O programa divide a população atendida em três faixas, a saber:

1) Famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos – 400.000 unidades
2) Famílias com renda entre 3 e 6 salários mínimos – 400.000 unidades
3) Famílias com renda entre 6 e 10 salários mínimos – 200.000 unidades

Pois bem, segundo dados da própria Caixa Econômica Federal, do total de 1.000.000 de habitações somente 276.892 (menos de 28%) famílias foram beneficiadas pelo programa.

O problema não foi a quantidade de empreendimentos iniciados. Segundo o mesmo relatório da Caixa, só para a primeira faixa, foram contratados pelo Governo Federal empreendimentos que totalizavam 374.200 unidades, ou seja 93% do total de unidades previsto para essa faixa. Na segunda faixa, foram contratadas 113.500 unidades (28% do total). A última faixa teve 74.600 (38% do total) unidades contratadas ou financiadas pelo Governo Federal. Somando isso tudo chegamos a 562.300 unidades, com um gasto Federal de R$ 32.200.000.000,00 (32,2 bilhões de reais).

O problema é que dessas 562.300 unidades, pouco mais da metade prometida pelo governo, somente 276.892 unidades foram entregues. Além disso, informações que vão além dos números mostram que vários empreendimentos desses foram terminados de qualquer maneira ou foram feitos em áreas de risco.

Um exemplo disso é o empreendimento para primeira faixa, de zero a três salários mínimos, construído em Governador Valadares, em Minas Gerais. Segundo a matéria de hoje do jornal O Globo, o empreendimento, inaugurado pela própria Dilma, foi construído sobre o antigo lixão de Governador Valadares e, além de ter sido entregue em péssimas condições e atrasado, já teve 14 casas condenadas pela Defesa Civil e terá mais 6 interditadas por possibilidade de desabar.

Parece que o Governo não se lembra da tragédia ocorrida no Morro do Bumba em Niterói, em abril de 2010, onde uma comunidade inteira foi engolida pelo lixão que existia embaixo de suas casas durante uma chuva intensa. Será que eles querem que o mesmo aconteça em Governador Valadares?

O pior desse caso é que cada uma desses casas custou R$ 195.000,00 para o Governo Federal, um valor completamente absurdo, uma vez que na mesma cidade casas de melhor padrão e em locais melhores podem ser compradas por R$ 100.000,00. Exemplo claríssimo de superfaturamento de obras.

No Rio de Janeiro, é possível ver algumas obras do Minha Casa Minha Vida completamente abandonadas ou simplesmente paradas. Um exemplo disso é o complexo de casas no bairro do Lins de Vasconcelos, que estava com as obras a pleno vapor durante o período eleitoral e, logo após a vitória do PT nas urnas, teve as obras paralisadas e está até hoje exatamente como estava em dezembro de 2010.

Outros exemplos iguais a esses podem ser encontrados em quase todos os estados. Os piores estados no programa Minha Casa Minha Vida são Cerará e Amapá.


Durante a campanha presidencial, a senhora Dilma minimizou o problema dizendo que o importante não era acabar, mas sim contratar. As palavras dela num entrevista à Folha de São Paulo foram as seguintes: “Estamos dando um show porque tem mais de 500 mil [unidades] contratadas, quando se dizia que não conseguiríamos 200 mil”.

Quer dizer que o que interessa é começar a obra e não acabar? Interessa mais contratar (gastar) e não entregar? E ainda por cima querem nos fazer engolir um “Minha Casa Minha Vida 2”. Ah, faça-me o favor! Escalpo em todos eles!

Maria Bethânia, consegue autorização para captar R$1.300.000,00 para fazer um blog

Apesar dessa notícia ter vindo de uma das piores jornalista do país, cujo nome não ouso pronunciar aqui no blog do Corisco, vale a pena comentá-la. (Para os curiosos, o primeiro nome da jornalista é o mesmo da personagem dentuça dos gibis do Maurício de Souza e o último é parecido com o nome que dão à tangerina no sul do Brasil)

Prosseguindo…

Para quem ainda não sabe, a cantora Maria Bethânia recebeu do Ministério da Cultura uma autorização para captar R$ 1,3 milhão através da lei do audio visual. Trocando em miúdos, a cantora poderá pedir para a iniciativa privada o patrocínio para fazer um blog que custará R$1.300.000,00. O dinheiro poderá ser abatido em, no máximo, 4% do valor que as empresas pagariam de imposto de renda.

Ela terá que sair por aí procurando patrocinadores que queiram dar 4% do que pagariam de seu imposto de renda para o desenvolvimento de um blog. Por exemplo, uma empresa que teria que pagar R$ 1.000.000,00 de imposto de renda poderá doar R$ 40.000,00 para o projeto da irmã do Caetano Veloso e descontar esse valor do seu imposto de renda.

Um leitor distraído pode ter tido a impressão de que isso não tem nada de imoral (ok, ilegal não é), já que o dinheiro sairá da iniciativa privada e que ela terá a árdua tarefa de buscar empresas que somem pelo menos R$ 32.500.000,00 de imposto de renda e que queiram contribuir com 4% disso para o seu blog.

O problema é que, independente da árdua tarefa de buscar os patrocinadores, esses R$1.300.000,00 iriam para os cofres da Receita Federal e seriam gastos conosco (em um mundo ideal, é claro). Agora, na hora em que ela conseguir essa quantia, esses R$1.300.000,00 (gosto de colocar todos os zeros para mostrar o tamanho da cifra) serão gastos para fazer um blog caríssimo.

Resumindo, você e eu estamos pagando R$1.300.000,00 para a Maria Betânia fazer um blog com 365 vídeos lendo poesias, dirigida por Andrucha Waddington.

Vamos fazer uma conta rápida: Para um blogueiro normal conseguir, no final de um ano, fazendo um post por dia, a quantia de R$ 1.300.000,00, ele teria que conseguir R$ 3.561,64 todos os dias, o que dá um salário mensal de R$ 108.333,33, o que é um valor altíssimo!

Esse índio velho já escreve em vários blogs há muitos e muitos anos (com outro nome, é claro). Conheço blogueiros que ganham R$ 6.000,00 suados num mês postando entre 8 e 10 textos todo santo dia, chova ou faça sol. Sei também de alguns blogs, muito poucos, que conseguem aumentar esse valor até uns R$ 20.000,00 por mês, mas mesmo assim com uma equipe grande. Mas nunca, nunca mesmo, vi alguém ganhar mais de 100 mil reais num mês com um blog.

Agora eu me pergunto. Será que é tão caro assim sentar na frente de uma câmera, ler um poema e postá-lo num blog?

Para terminar, o escalpo de hoje, vai para a senhora ministra da Cultura, Ana Buarque de Hollanda e para a senhora Maria Bethânia.

Monica Bergamo: o dia em que o jornalismo chegou ao fundo do poço… e cavou

16 de outubro de 2010, amanhece o sábado logo após o feriado em que Dilma acompanhada de Chalita havia ido a Aparecida fazer aquela pantomima, quando mostrou para o mundo o modo Rousseff de persignar-se cuja notícia foi tão criticada pela Ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer (é irmã do André Singer do PT, ele mesmo)

Naquele dia, logo após o resgate dos mineiros chilenos, das profundezas da Terra, o Brasil iria assistir o seu jornalismo ser jogado no fundo do poço e tentar cavar ainda…

Como bem lembrou Reinaldo Azevedo, o sempre fiel escudeiro do PT, Elio Gaspari, procurava com afinco uma nova Mirian Cordeiro para jogar no colo da oposição e foi encontra-la justamente no seu próprio quintal.

Na matéria acima você, meu amigo leitor, vê a que níveis de baixeza pode chegar o ser humano, o jornalista e seus informantes. A mulher de José Serra, é acusada de ter feito um aborto no Chile nos anos 70, acusação feita por uma ex-aluna de Monica Serra na Unicamp, eleitora do PSOL no primeiro turno que iria votar em Dilma Rousseff no segundo turno. Segundo a dançarina Sheila Canevacci Ribeiro, Monica Serra havia contado a elas que fizera um aborto no Chile nos anos 70. A “jornalista” Bergamo teria ouvido outras alunas não se sabe como nem o que disseram. A aluna Sheila não detalha se foi por exemplo um aborto espontâneo, nem como no meio da ditadura Pinochet, com José Serra perseguido sua mulher teria conseguido fazer um aborto sem ser presa.

Segundo a “respeitável” Monica Bergamo, a reportagem teria tentado ouvir durante dois dias a Sra. Monica Serra, sem sucesso. Esqueceu a reportagem de ler nos próprios jornais que a Sra. Monica Serra havia ido ao Chile, ela é chilena, para acompanhar o resgate que comoveu o mundo. Esqueceu a reportagem de que a assessoria de Monica Serra talvez não tivesse a mínima idéia desta história e que não era prudente falar antes de que a própria voltasse do Chile.

Mas nada disso interessava a Monica Bergamo, afinal de contas, como ela mesmo havia dito em uma entrevista em dezembro de 2007: “Olha, sou tudo menos Serrista”.

E a tal da dançarina Sheila Carnevacci Ribeiro, será que teria algum conflito de interesse nesta história? Eleitora do PSOL, pró-aborto, casada com um antropólogo para lá de esquisito que curte falar sobre “fetiches visuais contemporâneos” – vide foto. Tais atributos levam a crer que seria prudente o Jornal ter esperado um pouco mais antes de ter publicado tal matéria.

Logo depois a assessoria da Sra. Monica Serra conversou com ela e juntamente com a campanha de José Serra, divulgou a seguinte nota: “Diante de matéria publicada hoje, a campanha de José Serra esclarece: Monica Serra nunca fez um aborto.

Ou seja, a Folha publicou uma fofoca, baseada em ouvi dizer. Os tablóides britânicos e as revistas de fofoca ficariam ruborizados. A Folha e sua Ombudsman não se envergonharam…

SISU do MEC permite acesso de alunos a dados de outros concorrentes

Saiu em O Globo hoje. Uma falha gravíssima no Sistema de Seleção Unificada (SISU) do Ministério da Educação (MEC) permitiu que alunos tivessem acesso a dados dos seus concorrentes e que pudessem alterar suas inscrições.

As pessoas entravam com seus dados de inscrição e apareciam dados de outra pessoa. Muita gente alterou dados de outros, ou, no mínimo, teve acesso a informações críticas de outras pessoas.

Um exemplo disso é do candidato Caio Henrique Figueiredo, que havia se inscrito para Engenharia de Produção no CEFET e Engenharia Naval na UFRJ (primeira e segunda opção). Ontem sua inscrição havia mudado para Matemática nas Universidades de São Carlos e Ouro Preto.

O que acontece com o Ministério da Educação? Será que não têm capacidade para organizar um concurso sequer sem confusões? O que o Ministro da Educação está esperando para ir embora? Parece que as falhas do ENEM não foram o suficiente para isso. Será que agora ele cai?

E esses candidatos safados que se aproveitaram da falha de segurança do SISU para alterar a inscrição dos concorrentes também merecem um escalpo tão doloroso quanto o do Ministro da Educação e sua equipe.

Como não faço escalpos há algum tempo, hoje faço dois coletivos de uma vez só.

Filhos do Lula ganham passaporte diplomáticos 2 dias antes do pai deixar a presidência

A Folha de São Paulo fez uma denúncia hoje de que dois
filhos do ex-presidente Lula (como é bom escrever “ex” nesse caso)
receberam do Itamaraty um passaporte diplomático (que garante um
monte de facilidades para os diplomatas) dois dias antes de Lula
deixar o cargo. O passaporte diplomático é concedido a presidentes,
vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões
diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.
Dependentes de autoridades podem receber o documento até
os 21 anos (24, no caso de estudantes, ou em qualquer idade se
forem portadores de deficiência)
, segundo o site do
ministério das Relações Exteriores. Os “filhinhos” do Lula, Luís
Cláudio Lula da Silva e Marcos Cláudio Lula da Silva, têm,
respectivamente, 25 e 39 aninhos (que gracinha) e não sofrem de
nenhuma deficiência. Os documentos foram concedidos pelo então
ministro de relações exteriores Celso Amorim, que recorreu ao
regulamento que garante ao ministro o poder de autorizar a
concessão do documento em função de interesse do país. O documento
informa que a medida foi tomada “em caráter excepcional” e “em
função de interesse do país”, mas não apresenta justificativa para
a concessão. Aí eu pergunto: Aonde está o “interesse do país” que
esses dois marmanjos tenham passaportes diplomáticos? Eles não
passam de filhos maiores, e sem deficiência, de um
ex-presidente.

Atualização: parece que o número dois da Igreja Universal também foi “abençoado” com um passaporte desses. http://migre.me/3tlvY