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Que falta faz uma oposição!

Steve Jobs (1955-2011)

Descanse em Paz Steve.

Porque só morrem com pouca idade os homens bons?

Vídeo de Chavez é montagem

A menos que o Fidel leia jornal velho.

Agora olhe a capa do Granma de hoje

Dá para ver que não é o jornal de hoje…

Faltam militares com aquilo roxo. Ou a bolinha do bilhão

Todos lembramos do vergonhoso episódio da bolinha de papel protagonizado pela TV de Silvio Santos, que durante o regime militar puxava o saco dos militares com o “A Semana do Presidente” e agora para bajular Dilma, resolveu fazer sua versão de “A semana da terrorista”, mostrando como aqueles terroristas que queriam implantar uma ditadura comunista no Brasil e agora vivem da safadeza do bolsa ditadura eram almas sensíveis.

Ao ver o vídeo que vai abaixo você pode ficar nauseado, a seguir a nausea pode se transformar num perigoso sentimento de fazer justiça.

Estão zombando dos militares ao passar isto na televisão. Colegas de farda: generais, coronéis, majores, a hora é agora, protestem, e se preciso for, defendam o Brasil!

Há tempo para falar e tempo para calar

Recebi uns três e-mails perguntando a razão de estar escrevendo pouco nestes dias.

A razão é bem simples. É difícil competir com o ruído do carnaval, o desfile de bundas e o momento onde as pessoas estão mais preocupadas com o tapa-sexo (que eufemismo grotesco) das senhoras que mostram suas carnes nos desfiles ou com as pessoas que urinam nas ruas.

Um país assim não é sério. Vamos esperar que esta loucura carnavalesca passe para tentarmos insuflar um pouco de esperança de que é possível mudar, que é possível expulsar a corja petralha que tomou o estado brasileiro

Como fazer oposição política segundo César Maia

COMO FAZER OPOSIÇÃO POLÍTICA!

Coluna de sábado de Cesar Maia na Folha de SP (08).

1. A oposição aos governos se dá de três formas. A primeira é a clássica oposição ideológica, em que um partido se opõe ao governo por suas ideias (esquerda-direita, liberalismo-socialismo…). Era a oposição clássica nos séculos 19 e 20. Aponta a sua própria base eleitoral. E tende a afirmar a base ideológica do governo. A segunda é a função constitucional de fiscalização e legislação. Aqui, a oposição procura destacar os desvios constitucionais, a conduta do governo e as contradições entre o que diz e o que faz e separar propaganda da realidade.

2. É como uma guerrilha política, parlamentar e judicial, que desgasta progressivamente o governo por seus desvios, afetando a sua imagem. A terceira forma é a mais importante do ponto de vista político-eleitoral e a mais abrangente, pois amplia a base de apoio da oposição. Depende das circunstâncias, e não da vontade da oposição. Numa conjuntura de problemas que enfrente o governo (econômica, moral…), a oposição deve estressar os problemas e estender, no tempo, o debate sobre eles. Mas não é a oposição que os cria.

3. Para isso, deve estar atenta aos problemas no nascedouro e dar oxigênio para a opinião pública e a imprensa. Os valores, por exemplo, cabem na primeira forma, mas podem surgir na terceira. A questão do aborto no Brasil em 2010 é um exemplo. Era questão fora do debate. Mas o PNDH-3 reabriu a discussão. A oposição chegou atrasada, e o tema veio de baixo para cima, pelas igrejas. Transformou-se em “hit” da terceira forma em 2010 e reforçou a identidade conservadora.

4. Nos EUA, os republicanos em 2009/2010 mostraram maestria ao trabalhar nas três frentes: ideológica, parlamentar e conjuntural, explorando os pontos frágeis de Obama e a economia. A vitória foi tripla. Exemplo da segunda forma são as sistemáticas invasões de competência do Executivo sobre o Senado, em que a oposição tem se mantido passiva. As questões temáticas (saúde, segurança, educação…) devem ser tratadas simultaneamente nas três formas. Por exemplo, as políticas públicas relativas à regulamentação da emenda 29 na saúde, os resultados pífios da educação, o aumento da violência.

5. 2011 anima a oposição. Os problemas de gestão política serão inevitáveis num governo montado por cotas. Virão ampliados num ano frágil economicamente, vis a vis a lembrança do mito. Abrem um amplo espaço à oposição. Se fatos passam a ter cobertura da imprensa em forma de campanha, mais fácil será multiplicar em direção à sociedade e galopar os espaços abertos. E a artilharia deve ser sistemática e diversificada, à moda europeia. Nunca se sabe qual é o “tipping point”.

A demência do politicamente correto

Recebi uma correspondência do meu banco dizendo Boas Festas, vi o Google dizendo Happy Season. Tive um acesso de fúria!

Estamos no Natal, nasceu o Salvador, o Cristo, o Messias! Se não creem, respeitem os que creem!

Esta demência do politicamente correto está já torrando! Nós os homens, não gays, católicos e brancos vamos acabar em campos de concentração.

Depois escrevo um post de Natal em tom mais sereno…

A operação no Complexo do Alemão foi um fiasco

Decidi não escrever sobre este assunto durante cerca de uma semana para ter uma visão com mais perspectiva da situação e poder emitir opiniões mais desapaixonadas.

Em primeiro lugar, é fundamental que a crítica dura que vai aqui não é dirigida aos membros das forças policiais que arriscaram sua vida naqueles dias. Importante notar, também, a mobilização de policiais militares e civis aposentados. Digna de louvor igualmente foi o apoio da população.

Tendo feito estas observações podemos agora fazer nossa crítica.

Não escapam de um cerco militar mais de 80% das tropas do inimigo, principalmente se estiverem portando armas.

Vamos então enumerar os erros da operação:

1) Fuga da Vila Cruzeiro para o complexo do Alemão: entre 200 a 250 homens armados escaparam por um região de mata, sem nenhuma moradia ou civil por perto, armados eram alvos legítimos para um ataque aéreo. Aqueles homens não podem ser tratados como bandidos comuns, sim como terroristas ou como uma tropa de infantaria em retirada para reagrupamento.

2) Prazo para rendição: Quando foi emitida a ordem de rendição no complexo do Alemão não foi dado um prazo. Além disso como o prazo foi até o por do sol, houve toda a noite para os bandidos prepararem uma possível fuga.

3) Cerco militar. Aparentemente foi bem feito, mas faltou verificar possíveis rotas de fuga e vigilância aérea para observar movimentações anormais de pessoas.

4) Montagem do perímetro: pelo número de homens de que as forças de segurança dispunham, o comando poderia ter montado um perímetro com duas camadas, uma mais próxima e outra mais distante, isto faria com que eventuais evasões pudessem ser contidas no segundo nível de proteção.

E finalmente as hipóteses para o modo como se deu a fuga, se confirmadas, são algo que desmoraliza o Governador do Rio de Janeiro, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff e o presidente Lula.

Vamos analisar as hipóteses: a imprensa na véspera falou muito em 600 bandidos armados no Complexo do Alemão. Outras fontes deram números variados de 1000 a 2000. Havia, segundo estimativas da polícia, cerca de 500 fuzis, e um numero muito maior de revólveres e pistolas.

Foram presos apenas 3 ou 4 traficantes importantes e mais uns 40 a 50 de menor importância. Mortos na operação muito poucos. A explicação para a fuga se divide em: os bandidos teriam fugido pelas tubulações que obrigaram funcionários do PAC a fazer ou que havia ocorrido um furo no cerco com entrega de 70 quilos de ouro.

A primeira hipótese esbarra em dois problemas: em primeiro lugar as obras do PAC correm com supervisão do governo Federal, Dilma era a coordenadora do PAC e uma galeria de túneis não se constrói com poucos recursos financeiros; além disso as construtoras que operam a obra se soubessem da construção de túneis e não tivessem informado à polícia seriam cúmplices. Outro problema para esta retirada em massa é que uma vez alcançada a rede de esgoto o calibre da mesma dificultaria muito uma fuga ordenada em tempo curto.

A segunda hipótese é mais plausível, corrupção na banda podre da polícia ou pior no exército. Setenta quilos de ouro como se comentou valem quase 4 milhões de dólares. Mesmo contando com a corrupção policial, os helicópteros que sobrevoavam a área deveriam ter alertado para a movimentação de tropas de traficantes.

Em resumo, não há uma explicação convincente para o que aconteceu, muitos traficantes fugiram, supostamente com armas e podem se reagrupar e voltar a atacar. Caso a fuga tenha se dado com ajuda de policiais corruptos o fato é grave e demandaria punições exemplares. Caso tenha sido com o auxílio do PAC, seria o caso de chamar às falas o presidente da república.

Reforço do Exército finalmente

Reproduzo aqui a título de utilidade pública a nota do Ministério da defesa no Twitter:

DefesaGovBr Ministério da Defesa

Defesa determina envio tropas para “proteção” no Rio- 800 homens do Exército; dois helicopteros da FAB; 10 blindados de transporte.

Dinheiro de Santo André abasteceu campanha da 1ª. eleição de Lula, diz Cembranelli

“Dinheiro de Santo André abasteceu campanha da 1ª. eleição de Lula, diz Cembranelli” – isto é o promotor falando na acusação de um dos condenados pelo homicídio de Celso Daniel.

Em qualquer país civilizado isto daria pelo menos impeachment para o que fosse beneficiado por tal esquema.

Se fosse Touro Sentado a escrever este post teria pedido o escalpo do Lula.