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Porque o Brasil precisa da pena capital

Vejam a foto abaixo.

Violência Idoso Espancado Bahia

Se o Brasil não implantar a pena capital a população partirá para a barbárie. Os cidadãos não conseguem tolerar mais este tipo de violência.

Se seu pai fosse agredido assim o que você faria?

Um tal de @betopadre resolve dar uma de herege e toma uma excomunhão na lata

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1010037 (Photo credit: El Bibliomata)

Há muito tempo não tinhamos no Brasil bispos com aquilo roxo como diria o famigerado Fernando Collor de Melo. Mas ontem o bispo de Bauru Dom Caetano Ferrari mostrou que é cabra homi.

Havia lá um padre que era conhecido no popular como Padre Beto, o Pe. (excomungado) Roberto Francisco Daniel que resolveu pregar uma religião distinta da Católica. Este padre foi chamado pelo bispo a se retratar das baboseiras que havia falado em contra da moral do catecismo.

O Pe. Beto pediu truco e o bispo colou o zap na testa dele usando o artigo 1364 do código de direito canônico que diz que que aquele que incorre em heresia pode ser excomungado. A excomunhão é a pena mais grave prevista no código de direito canônico.

Hoje o Pe. Beto postou no Facebook: “Eu me sinto honrado em pertencer à lista de muitas pessoas humanas que foram assassinadas e queimadas vivas por pensarem e buscarem o conhecimento. Agradeço à Diocese de Bauru.”

Ligando a tecla SAP, Corisco responde a ele, não Pe. Beto o senhor não é um Lutero, a sua teologia rasa de pires não serve nem para lamber as sandálias dos grandes hereges que pelo menos criavam heresias originais.

A incompetência agora é azul

A destruição do estado Brasileiro que a petralhada vem promovendo passa pela deterioração dos serviços públicos.

Já falamos aqui de estradas, aeroportos, falhas gerais de infraestrutura. Hoje é dia de comentar um fenômeno bizarro. O tempo que leva-se para tirar um passaporte.

Corisco ia viajar para os EUA, tem seu visto americano, no entanto seu passaporte, que era verde venceu no início do ano. Após preencher o cadastro na polícia federal percebeu que só havia data disponível para julho, em algumas cidades para agosto.

Em Cuba também é difícil tirar um passaporte, assim como na Coréia do Norte, no Irã, na antiga URSS, etc. Talvez seja este o caminho pelo qual o PT queira nos levar, fazer impossível a saída do Brasil.

Mas, voltemos ao problema. Porque demora tanto a emissão de um passaporte. Meu primeiro passaporte ainda no governo do terrível Sarney demorou 3 dias. Já nos governos Itamar e FHC emiti duas vezes o passaporte, no mesmo dia estava com o documento em mãos. Aí entrou o PT…

Será que a Polícia Federal paga pouco a seus funcionários? É tão difícil fazer um passaporte? Será que pagamos tão pouco imposto que o governo não tem condições de prestar pelo menos este serviço de maneira adequada?

Num país sério, o General De Gaulle já havia dito que o Brasil não é, o diretor da PF estaria no olho da rua, a imprensa estaria fazendo uma gritaria danada e a oposição faria um carnaval. Como não somos um país sério, e deixamos mais ainda de ser em 1 de Janeiro de 2003, o diretor da PF segue tranquilo, a imprensa esta quase toda tomada por jornalistas chapa branca e a oposição se resume a um Álvaro Dias e um Demóstenes Torres e uma Katia Abreu…

A saída para o Brasil é o Galeão, diziam alguns, atualmente com problemas nos aeroportos e na emissão de passaportes a saída para o Brasil vai ter que ser nadando.

O legado de Lula: o fim da vergonha na cara

Lição de casa: Embora tenha defendido tese de doutorado sexta-feira, não há registro da produção acadêmica de Aloizio Mercadante na Plataforma Lattes, referência no meio universitário. O futuro ministro da Ciência e Tecnologia prometeu providenciar um currículo hoje.

Texto acima da colunista Renata Lo Prete fez com que sentisse uma profunda náusea. O legado destes oito tristes anos de Lula no poder é justamente a podridão moral em que se encontra o país. Reinaldo Azevedo publicou hoje, sim ele chegou atrasado nesta, um bom texto sobre a vergonha para a UNICAMP com o doutorado de Mercadante; além disso ele cita uma frase muito interessante do blog do economista Alexandre Schwartzman: “se restava ainda alguma dúvida que um doutorado em Economia pela Unicamp e nada fossem a mesma coisa, o senador a dirimiu e, com isso, finalmente fez alguma coisa servindo ao interesse público”.

Mas o caso Mercadante é apenas o coroamento de um governo marcado pela falta de vergonha na cara. Quando Duda Mendonça foi à CPI, vários petistas choraram no plenário, naquele momento confesso que senti uma certa simpatia por eles como se tivessem ainda alguma dignidade, mas vejo que estava profundamente enganado.

Tivemos o relaxa e goza e nada aconteceu com a gozadora, pelo contrário foi eleita senadora.

Tivemos o top-top e continua firme e forte no governo.

O ministro responsável pelo duplo e triplo fiasco do ENEM, continua ministro.

Tivemos o irrevogável revogado, o estuprador de sigilos bancários de volta, o rombo no panamericano, aloprados, dossiês, “caraca que dinheiro é esse”, e muitas outras façanhas que fazem com que o brasileiro tenha ficado mais safado, tão mais safado que aceitou ouvir sem protestar a frase do governador do Rio de Janeiro, futuro sucessor do frasismo lulista: “Quem aqui nunca teve uma namoradinha e teve que fazer um aborto depois”

Oito anos se resumem em uma palavra: safadeza.

Seção Muda Brasil: Sabatinas no Senado

Foi adicionada uma nova seção na barra horizontal superior do Blog chamada “Muda Brasil”, nesta seção trataremos de temas relacionados aos problemas institucionais da nação do ponto de vista de um partido de direita.

O tema publicado lá hoje pelo novo colaborador, General Kutuzov, que será apresentado em breve, chama-se Sabatinas no Senado. Cremos que vale a pena conferir.

Sabatinas no Senado

O secretário de defesa dos EUA, Robert McNamara confessa no famoso documentário,Sob a névoa da guerra, que uma das coisas que mais colocavam medo num secretário de governo americano era ser chamado para uma sabatina no Senado.

As sabatinas pelas quais passam periodicamente os vários secretários que compõem o poder executivo nos EUA são temidas por serem eventos exaustivos. As sabatinas de candidatos a juízes da suprema corte podem durar semanas, nelas é exigido um conhecimento detalhado do assunto que está sendo debatido, o entrevistado tem muito pouco espaço para respostas evasivas e os senadores com auxílio de assessores estão muito bem preparados tecnicamente para as questões.

Não ousaria dizer que os Senadores norte-americanos são mal educados em suas perguntas, no entanto é um fato inegável que, algumas vezes ou muitas vezes, não tem o mínimo pudor de fazer perguntas constrangedoras.

Já no Brasil a situação é bem diferente….. (ler mais)

“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional”

Sem usar o Google advinhe de quem é o texto abaixo publicado em 15/11/2005 no jornal Folha de São Paulo:

Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.

Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.

Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou.

Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas.

Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República.

Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo.

Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas. — Roberto Mangabeira Unger

Se você leu até aqui vai saber que foi escrito pelo ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, antes de ser nomeado ministro do Lula (coisa de doido mesmo)! Fica o registro para a história.

 

República Federativa do Brasil – Um parabéns envergonhado

Presidential Flag of Brazil.

República do Brasil - Image via Wikipedia

Hoje completa 121 a República. Não poderia deixar de dar os parabéns. São parabéns um tanto quanto envergonhados. A república foi estuprada pelos usurpadores do poder público nos últimos meses. Corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, nepotismo, tráfico de influência, fraude em contratos públicos, incompetência, má gestão, gestão fraudulenta, prevaricação, corporativismo, aparelhamento do Estado por um partido, uso da máquina pública para campanha, etc…

É uma enorme lista de problemas o legado do presidente Lula e ousaria dizer que pesado na balança é o pior presidente destes 121 anos. Já tivemos caudilhos como Vargas, militares como Médici, gênios pirados como Jânio, honestos como Itamar, republicanos como FHC, cassados como Collor, mas nunca antes na história deste país tivemos um presidente que enfraqueceu tanto a democracia e as instituições.

Esperamos que nossa república veja dias melhores, que homens e mulheres dignos sejam os que nos governem e levem o Brasil ao patamar das grandes potências não apenas em termos econômicos mas também de dignidade e democracia.

 

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas, na tempestade

Dá que ouçamos tua voz.

 

Atenção para a PEC 32/2006

The newly elected president of the Chamber of ...

Image via Wikipedia

Muita atenção a PEC 32/2006. Mudar isto agora não é bom, parece que querem blindar a Dilma contra o risco Temer.

Abre o olho oposição!

A única vantagem desta Proposta de Emenda Constitucional é que veremos o PT e o PMDB se engalfinhando nos próximos dias. Quem aposta que o PT vai ser favorável e o PMDB contra?

Discurso do Papa foi ignorado pela maioria dos Bispos

Vatican. Pope Benedict XVI.

Image via Wikipedia

Este post é para um registro histórico, mais para frente daremos nome aos bois, quer dizer aos Bispos.

Segue o discurso completo do dia 28/10/2010, grifos são meus, para ajudar aos Bispos que não conseguiram ou não quiseram entender o texto.

Amados Irmãos no Episcopado, «Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo. Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina. Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76). Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82). Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75). Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010). Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado. Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade. Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Um discurso para a história

Segue na íntegra o discurso de José Serra após reconhecer a derrota nas urnas. Os grifos são meus.

“Os eleitores brasileiros falaram e nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas urnas. Disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse agora, mas digo aqui, de coração, que sou muito grato aos 43 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim, que colocaram um adesivo, uma camiseta, que carregaram uma bandeira com o Serra 45. Meu imenso “muito obrigado” a todos vocês.

Quero agradecer também aos milhões de militantes que lutaram, nas ruas e na internet, em defesa de nossa mensagem, de um Brasil soberano, democrático e propriedade do seu povo. Vou carregar comigo cada olhar, cada abraço, cada palavra, cada mensagem de estímulo em vibração, inclusive no meu twitter. Ao lado dos 43 milhões de votos que recebemos, tivemos a eleição de dez governadores que nos apoiaram. Mas a maior vitória que conquistamos nessa caminhada não foi mérito meu, mas de vocês.

Pode parecer estranho para um candidato que não ganhou a eleição, mas vim aqui não para falar de minha frustração, vim falar da esperança.

Neste meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis, você alcançaram uma vitória estratégica. Cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza, consolidaram um campo político em defesa da liberdade e da democracia no Brasil. Em defesa das grandes causas econômicas e sociais do país.

Nossa campanha trouxe ao cenário eleitoral uma juventude que ama o Brasil, que ama a liberdade. Ao longo da campanha vi em muitos jovens, em centenas, em milhares deles, o jovem que fui um dia, sonhando e lutando por um país melhor, mais justo, democrático. Onde os políticos fossem servidores e não se servissem do povo. Vocês não imaginam quanta energia tirei daí, como isto jogou para adiante mesmo nos momentos mais difíceis.

Para os que nos imaginam derrotados, saibam de uma coisa: apenas começamos a lutar de verdade. Vamos dar nossa contribuição ao país em defesa da pátria, da liberdade,da democracia, do direito que todos tem de falar e serem ouvidos. Da integridade da vida pública.

Essa será nossa luta nos próximos anos. Por isso, minha mensagem de despedida para vocês não é um adeus, é um até logo. A luta continua.

Um breve comentário: foi um discurso que sacudiu meu desânimo! Lutamos muito, batalhamos voto a voto, pagando tudo do nosso bolso.

Serra é o nosso Morpheus, nosso Gandalf, ele tem a missão de comandar mais que a oposição. A resistência!