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A contabilidade da bandidagem precisa fechar

A estratégia dos bandidos parece que foi de evitar o enfrentamento, sensato para quem está em desvantagem tática, e esconder-se para tentar evadir.

O momento agora é crítico e é importante que a contabilidade feche: havia de 600 a 900 bandidos armados no Complexo do Alemão. Precisa sair 600 a 900 bandidos presos ou mortos de lá.

Vamos supor um número alvo de 750. Portanto a matemática é simples:

Bandidos Mortos + Bandidos Presos = 750

O cerco não pode parar, nem se pode decretar vitória se esta conta não fechar. O risco de afrouxar o cerco é transformar o Complexo do Alemão em uma Stalingrado.

Operação no Alemão será de martelo e bigorna

Quando meu amigo Corisco pediu que eu escrevesse neste blog pensava que seria algo esporádico, para ajudar a estruturar uma resistência ao PT. Devido a crise de segurança no Rio de Janeiro tenho que escrever sobre outras coisas e com mais frequência que poderia ou deveria.

Perguntaram hoje por e-mail o que é a operação de martelo e bigorna a que se referiu no Jornal Nacional o ex-Capitão do BOPE Rodrigo Pimentel. Vejam o trecho abaixo

Carla Vilhena: Nós estamos falando de um complexo de favelas enorme, com centenas de milhares de pessoas morando, uma geografia muito complicada, com vielas estreitas onde estes carros blindados talvez não consigam passar. Como agir nessas circunstâncias? A visão que eles têm lá de cima seria um pouco melhor que a da polícia?

Rodrigo Pimentel: A estratégia da polícia foi muito inteligente. A polícia vai realizar uma ação típica de guerra, de martelo e bigorna, de cerco. Ao longo da segunda, terça-feira, a polícia tomou o morro lateral, que é a Vila Cruzeiro, então a polícia hoje tem pleno domínio de uma área gigantesca de vegetação, a Serra da Misericórdia. Estamos falando aqui de uma região maior que a maioria das cidades do Brasil, maior que o município de Volta Redonda, são 400 mil habitantes, uma cidade muito grande. A polícia dominou, tem condição de descer por essa serra tendo o total controle dos traficantes, e tem condição de subir também pelo lado do Complexo do Alemão. Então a polícia está em vantagem tática e a polícia está em condição de realizar o cerco. Os traficantes estão realmente aflitos, desesperados, podem tentar reações ousadas, mas a polícia está preparada para isso.

A estratégia de martelo e bigorna é uma técnica militar empregada em situações de cerco, onde se procura sufocar o inimigo através de um perímetro bem montado e utilizar as tropas de elite para atacar alvos de alto valor.

Se notarem como está feito o perímetro ao redor do Complexo do Alemão, verão que há Paraquedistas, Fuzileiros Navais e Policiais Militares. Os policiais do BOPE e do CORE não estão no cerco pois terão o papel de fazer estes ataques pontuais causando baixa e desgaste no inimigo.

Uma invasão total a noite dificilmente seria produtiva, no entanto uma noite em que os bandidos fiquem sem oportunidade de descansar pode ser bastante produtiva, principalmente se combinado com o combate que cause baixas em pontos estratégicos.

Como dizia o Capitão Nascimento: o conceito de estratégia, do grego …… Aliás o mestre do uso da estratégia de martelo e bigorna foi Alexandre Magno

Uma nota para não perder a viagem: A técnica de martelo e bigorna foi usada com sucesso para derrotar a guerrilha no Araguaia durante o governo militar. O pessoal do PT e do atual governo deve ter um frio na espinha ao ver isto, e eles estão sumidos.

A semana em que o Rio virou Iraque

por Mirtes Guimarães

Imagine uma cidade em que crianças sabem diferenciar o som de uma escopeta, de uma AR-15, de uma pistola, de uma AK-47.

Imagine uma cidade onde uma criança sabe que aquelas luzinhas no céu não são estrelas nem fogos e sim balas traçantes

Imagine uma cidade em que os moradores identificam pelas cores não o time para que torcem e sim as organizações criminosas.

Pois é, esta cidade existe e tem o belo nome de São Sebastião do Rio de Janeiro. Acredito que em cidade alguma do planeta, a não ser as que passaram por guerras e guerrilhas, haja crianças com tanto conhecimento balístico como aqui. Como também acredito que somente em países em guerra é que jornalistas fazem treinamento de como se comportar em uma batalha, com direito a colete e carro blindado.

É claro que tudo isto não acontece da noite por dia. Óbvio que os últimos governantes têm sua parcela de culpa. Como também a tem a sociedade, que pouco se mobiliza, e a infinidade de ongs e de grupos de direitos humanos que insistem em reduzir tudo a uma questão econômica.

Agora esta semana iraquiana pela qual o Rio passou demonstra que a hora é de se definir o que se quer para o futuro. Ou se assume que há uma guerra e a enfrenta com todas as conseqüências, ou o Rio desandará de vez. O carioca já demonstrou por cartas aos jornais, depoimentos, manifestações nas redes sociais, que como Corisco não quer se entregar não. Ele exalta e clama pelo Bope, por todo o aparelhamento policial, pelo Exército, Marinha e Aeronáutica. Só falta o governo demonstrar que também é um Corisco!

Nota do Editor: Mirtes Guimarães é jornalista ,cidadã , moradora e amante do Rio. Além deste texto que ela generosamente escreveu para este blog, publicou hoje também no Veneno Veludo outro texto sobre a violência no Rio. Recomendo!

O complexo do Alemão deve ter um grande conflito hoje. Prefeitura cria espécie de bunker

Prefeitura do Rio cria abrigo para moradores do Alemão para minimizar baixas de civis no Complexo do Alemão para onde fugiram os bandidos da Vila Cruzeiro.

Se tivessem feito baixas nos bandidos que fugiam a ocupação do complexo do Alemão seria mais tranquila. A guerra esta noite vai ser tensa.

Espanta que o chefe da nação, que diante de seus blogueiros ontem estava tão desenvolto, tenha desaparecido.

Lula, cadê você, eu vim aqui só pra te ver!

Provável Zona do Conflito