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Pela reforma do código penal

Veja a imagem abaixo:

Lula, Dilma e Zé Dirceu

Você não acha que seria importante modificar o código penal brasileiro para que corruptos passassem a vida na cadeia (sei que a constituição não permite prisão perpétua no Brasil, o que é uma lástima), mas pelo menos 30 anos em cana, em regime fechado, deveria ser previsto para corruptos.

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Zé Dirceu – 111 anos de cana – Eu apoio!

Uma campanha para um Brasil melhor.

“As provas coligidas no curso do inquérito e da instrução criminal comprovaram, sem sombra de dúvida, que José Dirceu agiu sempre no comando das ações dos demais integrantes dos núcleos político e operacional do grupo criminoso. Era, enfim, o chefe da quadrilha”.

Por Robergo Gurgel, Procurador Geral da República

Lucia Hippolito se redimiu num post recente pedindo a cabeça de Palocci

Pegadinha do Palocci!

Image by everton137 via Flickr

Confesso que via a Lúcia Hippolito dos últimos meses, talvez dos últimos dois anos com um certo “pé atrás”. Parecia por demais alinhada com o governo e falando obviedades.

O post de hoje em que ela fala de Palocci merece ser lido na íntegra e vai abaixo. Apenas um comentário: Lúcia foi das poucas jornalistas que lembrou dos affairs de Palocci na malfadada mansão dos prazeres de Brasília.

Apanhado com a boca na botija, desmentido por um simples caseiro.

Foi assim que ficou demonstrado que o poderosíssimo ministro da Fazenda Antonio Palocci ia, sim, constantemente a uma alegre casa de Brasília, frequentada também por amigos de Ribeirão Preto, lobistas e garotas de programa, tudo “regado” pelos recursos “não contabilizados” do mensalão.

Confrontado com os fatos, Palocci primeiro mentiu consistentemente em vários fóruns: comissões do Congresso, entrevistas, sorrisos, encontro com banqueiros e empresários amigos — amicíssimos.

Mas o caseiro insistia.

Saiu do governo demitido por Lula, por pressão da opinião pública, depois de ter comandado a violação do sigilo bancário de um cidadão indefeso, cujo único crime tinha sido o de ter reconhecido a presença de Palocci, não uma, mas inúmeras vezes na “alegre mansão dos prazeres”.

Absolvido no STF num julgamento esquisitíssimo, por cinco votos a quatro, em que o voto que o livrou de um processo foi todo construído para torná-lo réu, e subitamente no último parágrafo o livrou, Palocci se sentiu com o caminho livre para continuar suas estripulias.

Não considerou haver nenhum impedimento ético ou moral ser deputado, pertencer à Comissão de Finanças e Tributação e, ao mesmo tempo, exercer consultorias remuneradas a peso de ouro para empresas ávidas de manter boas relações com o governo petista.

Coordenador da campanha de Dilma Rousseff, alega que interrompeu suas atividades milionárias, mas curiosamente, depois que a candidata foi eleita, recebeu R$ 10 milhões de seus “consultados”.

Comprou um apartamento de mais de R$ 6 milhões e um escritório de R$ 800 mil.

Seria a empresa de Palocci o correspondente à SMP&B de Marcus Valério? Caixa de um novo mensalão?

Teria Palocci retirado uma “pequena comissão” sem avisar os companheiros petistas de São Paulo? Porque não resta dúvida que veio do PT de São Paulo a denúncia de que o ex-médico sanitarista trotskista tinha virado um capitalista sensacional e aumentado mais de 20 vezes seu patrimônio. Alguns dizem que aumentou mais de 50 vezes!

E o que faz Palocci diante da enxurrada de perguntas?

Se deu certo uma vez, por que não tentar a segunda?

Cala-se. Depois mente, mente, mente. Se aparecer um novo problema, o STF está ai mesmo para livrá-lo de mais essa.

E não é que o problema surgiu, na figura de dois “laranjas” que aparecem como donos de uma empresa que aluga o apartamento onde Palocci mora em São Paulo?!

E mais: Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Dayvini (laranjas que formalmente aparecem como donos do imóvel), responde a 35 processos, incluindo falsificação de documentos.

Entre a biografia e o prontuário, pelo visto Palocci já escolheu o prontuário.

E não é de hoje.

Palocci e Francenildo – A história vai ficando pior

Palocci, Francenildo, Helena Chagas, Andrea Meirelles, Jorge Mattoso são alguns dos atores do Caseirogate que destruiu a vida de um pobre caseiro.

Pois bem, cinco anos depois, o diretor das Organizações Globo para Revistas, afirma em entrevista para o Brasil247 que foi o próprio Palocci que procurou a família Marinho para municiar contra o caseiro.

A história é escabrosa e chamou a atenção de Dora Krammer, sinal de que há indícios de que o assunto é quente. Dora publicou hoje em seu Twitter algo meio misterioso: “Bem mexida, essa história da armação Globo-Palocci caseiro derruba até ministro. E não é o Palocci.

A coisa é séria demais. A casa civil virou a casa da mãe joana há muito tempo, mas mesmo na casa da mãe joana há limites.

P.S. – Vale a pena ver a mensagem de @rafasoli

Que falta para pedirem o Impeachment de Dilma?

Matéria do Estadão de hoje:

Por Fausto Macedo, no Estadão:
O empresário Rubnei Quícoli incluiu o nome da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), em depoimento à Polícia Federal, como suposta beneficiária de recursos ilícitos. No último dia 12, ele manteve informações que havia prestado em setembro de 2010 no inquérito que investiga suposto tráfico de influência da ex-ministra.

Quícoli repetiu ter ouvido de Marco Antonio de Oliveira, ex-diretor dos Correios, solicitação para repasse de R$ 5 milhões – valor que seria destinado ao pagamento de dívidas de campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Segundo Quícoli, o dinheiro também seria usado na quitação de dívida de Erenice e do então candidato ao governo de Minas, Hélio Costa. “As credenciais pessoais dele (Quícoli) não o autorizam a fazer ataques contra ninguém”, reagiu o criminalista Mário de Oliveira Filho, que defende Erenice. Segundo Oliveira Filho, “as testemunhas já desmentiram (Quícoli), a palavra dele não vale absolutamente nada, é uma palavra isolada”.

O criminalista destacou um detalhe do novo relato do empresário. “No primeiro depoimento à Polícia Federal ele (Quícoli)disse que o dinheiro era para quitar dívidas de campanha de Dilma e de Hélio Costa. Agora, do nada ele incluiu o nome de Erenice. É uma grande bobagem.”

Falta uma oposição com coragem! Repassem para os da oposição!

Fim do governo Lula: o pior da história do Brasil

Hoje acaba o governo Lula. Foram 2922 dias em que apesar de o país ter andado para frente em alguns aspectos econômicos, graças ao antecessor de Lula, houve um profundo retrocesso em outras áreas que somados fazem deste governo o pior em 121 anos de República. Ousaria dizer mais: o pior desde que Cabral (Pedro Álvares, não o Sérgio) pôs os pés aqui.

Alguns podem pensar que exagero. Não. Não exagero. O dano causado por Lula deixa raízes profundas no país: corrupção sistêmica como nunca antes, um inacreditável aparelhamento do estado, desconstrução das instituições do estado, loteamento das agências regulatórias, nepotismo, tráfico de influência, populismo.

No entanto, o pior dano que Lula causou ao país foi, como já apontamos aqui, o fim da vergonha na cara e o triunfo da iniquidade. Ao ser pego roubando as pessoas sentiam vergonha da cobrança da sociedade, no atual governo se conseguiu um grau de cinismo tão grande que homens como Delúbio Soares disseram que a maior corrupção da história do país: o mensalão, iria virar piada de salão.

Nestes últimos dias vimos vários jornalistas bajulando Lula: alguns figurinhas carimbadas, já apontadas por Cavalo Louco neste blog, como Élio Gaspario. Outros, críticos do governo Lula como o colunista do Estadão: Carlos Alberto di Franco, que apontou erros mas mostrou um lado otimista onde não há nada para se jactar.

O governo Lula termina de maneira melancólica, com uma grande confusão da juventude. Ontem mesmo um rapaz do Ceará de 18 anos escrevia no meu Twitter argumentos estapafúrdios defendendo a permanência de Cesare Battisti no Brasil. Para este rapazinho, já contaminado pela dialética lulista, Battisti seria um perseguido político pois ele é de esquerda e o governo da Itália é de direita (sic)… Com uma juventude assim, nós que estamos a beira do abismo, daremos um passo para a frente.

Há esperança? Se José Serra tivesse ganho a eleição hoje seria um dia extremamente alegre, seria o dia em que derrotamos a iniquidade. No entanto, hoje é um dia em que há uma alegria agridoce. Sai Lula e isto nos alegra, entra Dilma e isto nos entristece.

Novamente: há esperança? Sim há esperança. Temos que nos organizar, nos reagrupar para combater a podridão que se instalou no Brasil.

Feliz 2011 a todos. Que seja um ano de muitos combates! Vive la Resistance!

Dinheiro de Santo André abasteceu campanha da 1ª. eleição de Lula, diz Cembranelli

“Dinheiro de Santo André abasteceu campanha da 1ª. eleição de Lula, diz Cembranelli” – isto é o promotor falando na acusação de um dos condenados pelo homicídio de Celso Daniel.

Em qualquer país civilizado isto daria pelo menos impeachment para o que fosse beneficiado por tal esquema.

Se fosse Touro Sentado a escrever este post teria pedido o escalpo do Lula.

“Celso Daniel morreu para encobrir desvios para campanhas” – O fantasma de Celso Daniel assombra o PT

Leiam a notícia do portal G1 e prestem atenção no negrito:

O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação no caso Celso Daniel, afirmou nesta quinta-feira (18) que o prefeito de Santo André foi morto porque descobriu que o esquema de propina obtida com empresários para caixa dois de campanha do PT passou a ser desviado também para contas particulares dos envolvidos. Celso Daniel era prefeito de Santo André quando foi assassinado, em 2002. O júri ocorre no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde um dos oito réus é julgado à revelia. O Partido dos Trabalhadores foi procurado, mas até as 14h não havia se posicionado sobre o assunto.

“Não estou preocupado em transformar o Partido dos Trabalhadores em réu nesse processo. Não vou pôr o partido dos trabalhadores no banco dos réus. As pessoas que conduziam a prefeitura estavam ligadas ao partido dos trabalhadores”, acrescentou o representante do Ministério Público. “É evidente que ele faz parte do contexto e algumas pessoas serão mencionadas. Que há um escândalo público envolvendo a prefeitura de Santo André, isso é óbvio. Pessoas desviavam recursos para campanhas eleitorais e contas pessoais”, disse.

O promotor contou que, segundo depoimento de pessoas que eram extorquidas, elas pagavam de R$ 30 mil a R$ 40 mil. “O chefe do esquema era Sérgio Sombra. Ele que recolhia. Temos empresários que foram deixados de lado porque não pagavam essa propina”, disse Cembranelli, que fez a sustentação oral das 10h30 até as 12h. “Não sou eu que estou dizendo. Não tenho nenhum interesse político nisso. São provas testemunhais.”

Pessoas envolvidas na administração de Santo André teriam desviado esses recursos e levavam para o PT. “Até então isso contava com a anuência de Celso Daniel”, disse Cembranelli. “Celso Daniel seria coordenador da campanha vitoriosa do presidente Lula. Ele seria coordenador dessa campanha.”

Segundo Cembranelli, apostavam suas fichas na eleição de 2002 porque já haviam perdido três eleições anteriores. “A arrecadação era para ganhar a eleição de 2002”, disse, se referindo à campanha vitoriosa de Lula para presidente. “O irmão de Celso Daniel disse que ele possuía um dossiê que indicava as pessoas que estavam desviando dinheiro da prefeitura.”

O promotor lembrou que o prefeito foi “foi intensamente torturado”. “Ele tem marcas de espancamento no rosto e no corpo. A vítima estava sem roupas quando foi espancada.”

“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional”

Sem usar o Google advinhe de quem é o texto abaixo publicado em 15/11/2005 no jornal Folha de São Paulo:

Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.

Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.

Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou.

Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas.

Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República.

Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo.

Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas. — Roberto Mangabeira Unger

Se você leu até aqui vai saber que foi escrito pelo ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, antes de ser nomeado ministro do Lula (coisa de doido mesmo)! Fica o registro para a história.

 

O Silêncio da Veja: perguntem a @gnribeiro e @diegoescosteguy

Pedro AbramovayNo sábado 23 de outubro, uma semana antes das eleições, o jovem jornalista Gustavo Ribeiro começava sua matéria com o seguinte texto:

Estamos a menos de uma semana das eleições e, como escreveu o correspondente Stuart Grudgings, da agência noticiosa Reuters, políticos e jornalistas correrão às bancas mais próximas para ver se será esta a edição de VEJA que vai abalar a liderança de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais. Embora a análise do funcionário da Reuters demonstre um total desconhecimento do que seja jornalismo, atividade em que os fatos fazem as notícias e não o contrário, ele acertou em seu diagnóstico a respeito da ansiedade que as capas de VEJA provocam no meio político. A reportagem que se vai ler a seguir não foge à regra. Ela revela, talvez da maneira mais clara até hoje, o tipo de governo produzido pela mentalidade petista de se apossar do estado, aparelhá-lo e usá-lo em seu benefício partidário. VEJA já havia demonstrado nas reportagens “O polvo no poder” e “A alegria do polvo” como a Casa Civil fora transformada em um balcão de negócios, em que maços de dinheiro vivo apareciam nas gavetas de escritórios a poucos metros da sala do presidente da República. A presente reportagem relata as tentativas ousadas de petistas de alto coturno de conspurcar um dos mais antigos e venerandos ministérios da República, o da Justiça.

Confesso que de todas as reportagens da Veja deste ano, pensei ser esta a que teria maior potencial devastador para a candidatura Dilma. Pelo fato de possuir gravações a matéria poderia ter muitos desdobramentos, inclusive com a divulgação das fitas que até hoje estão guardadas no cofre da Editora Abril.

Passou uma semana e nada aconteceu. No dia seguinte, domingo 31, Dilma foi eleita com mais de 56% dos votos. Veio a semana seguinte e foi Tropa de Elite a capa, hoje vejo que também não houve nenhuma novidade.

Li ontem no twitter de @diegoescosteguy que: “Há momentos nos quais a prudência aconselha a reflexão e o silêncio parcimonioso. Este é um deles.

No dia 29 de outubro ele dizia: “Silêncio necessário, porém produtivo. Até mais.

E no dia 27 dois breves twetts: “Espero que as eleições terminem no próximo domingo.” e “Apurando.

O que estaria acontecendo com a Revista Veja? Alguém sugere algo?