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Se a oposição tivesse escutado @alvarodias_ o Brasil seria melhor

Existe um político que eu apoio 100%. Gosto do Serra, do Alckmin, abomino Aécio; no entanto se tivesse que escolher quem seria o próximo presidente da república meu voto iria para Álvaro Dias.

Confiram abaixo a razão

Túnel do Tempo – Quarta edição from Alvaro Dias on Vimeo.

Quem foi trouxa de acreditar em Dilma?

Você acreditou no que Dilma falou sobre o aborto na campanha? Leia o que publica a Folha.

Deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que assumirá Secretaria de Direitos Humanos
Deputada federal pelo PT-RS diz que primeira medida no comando da pasta será intensificar combate à homofobia

Uma das primeiras mulheres confirmadas para o governo de Dilma Rousseff, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), 44, defenderá na Secretaria de Direitos Humanos temas polêmicos, como a adoção por casais homossexuais.

O assunto é um dos pontos da terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos. Essa posição a coloca em choque com a bancada evangélica do Congresso.

“A orientação sexual das pessoas não determina se elas serão bons pais ou mães”, diz a futura ministra.

Formada em Pedagogia e com mestrado em educação e violência infantil, ela criticou a forma como o aborto e a união civil entre homossexuais foram tratados nas eleições deste ano.

* Folha – A sra. concorda com o texto final do Plano Nacional de Direitos Humanos?

Maria do Rosário -* Vou assumir uma pasta que já tem um programa. Portanto, nós vamos cumpri-lo plenamente como ele está, com as mudanças feitas pelo presidente Lula. Os temas que os movimentos sociais avaliarem que ficaram insuficientemente tratados serão mantidos em debate aberto, franco e tranquilo. O plano é uma referência e nós vamos trabalhar com ele sem medo.

* No ano passado, o Executivo enviou ao Congresso o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade. Qual deve ser o papel desse grupo?Vários países do mundo, de forma madura, instituíram comissões da verdade e da memória e conseguiram enfrentar suas questões mais sentidas, os dramas sociais mais perversos da sua história, fazendo um processo de reconciliação nacional.

O que há é a necessidade dos cidadãos brasileiros de terem um encontro com esse período [da ditadura militar].

* A sra. defende pontos controversos do programa, como a concessão de benefícios previdenciários a prostitutas e a defesa da adoção por casais gays?A secretaria irá cumprir o plano. Quando a gente trata, por exemplo, da possibilidade de as famílias homoafetivas fazerem a adoção, nós estamos trabalhando com algo que é muito importante para as crianças em abrigos.

O Brasil deve assegurar o direito à família a essas crianças. A orientação sexual das pessoas não determina se elas serão bons pais ou mães. A superação desse preconceito é importantíssimo.

* Diante dos recentes ataques a homossexuais em São Paulo, a secretaria irá elaborar políticas para a comunidade gay?A secretaria vai intensificar o seu trabalho em relação ao combate à homofobia. Quero tratar dessa questão com a emergência que ela exige. Nós estamos diante de crimes motivados pelo ódio à condição humana dos homossexuais. Quero trabalhar com Estados e municípios para compor uma rede que consiga enfrentar essa violência com mecanismos concretos de responsabilização. Será uma das minhas primeiras medidas.

* Isso inclui aprovar o projeto que criminaliza a homofobia?Quem tem urgência não espera a lei ser votada no Congresso. Muitas vezes as legislações demoram nessa área de direitos humanos mais do que deveriam. Não vou começar pela lei, mas pela mobilização nacional.

* Como a sra. avalia a forma como foram tratados o aborto e a união civil homossexual durante as eleições?A motivação pela qual eles entraram no debate, especialmente pelos setores de oposição, foi alimentar o preconceito da sociedade brasileira e tentar com isso estabelecer dividendos eleitorais a partir dos setores conservadores. Não acho que essa é uma boa estratégia. O momento eleitoral foi um momento triste diante disso.

* A sra. defende a descriminalização do aborto?Não pretendo, ao iniciar os trabalhos da secretaria, oferecer posições que sejam mais pessoais do que aquelas de trabalho. Vou seguir plenamente o que o plano de direitos humanos estabeleceu e o que a presidente assumiu durante a campanha. Defendo o tema como uma questão de saúde pública.

Uma pausa na guerra e um video para entender a política dos EUA

Assista o vídeo abaixo, se possível em HD.

Este estudo foi feito pelo pesquisador David Sparks da Universidade de Duke na Carolina do Norte, EUA. Mostra como o partido Democrata(Azul) e Republicano (vermelho) se revezaram em eleições presidenciais nos EUA desde 1920.

Seria interessante um deste das nossas 6 eleições presidenciais: Collor, FHC, FHC, Lula, Lula e Dilma. Daria uma boa noção de alguns fluxos políticos no país.

O PT de pires na mão

Pois é, a campanha milionária da Dilma deixou um rombo de R$ 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de reais) para o tesoureiro da candidatura, José de Filippi Jr. quitar.

Para resolver o probleminha, cartas abusivas como essa abaixo estão sendo enviadas a empresários para conseguir “comovê-los” a ajudar o partido através de uma “cidadania corporativa”.

Deixo abaixo as sábias palavras do nosso querido Reinaldo Azevedo (foi do blog dele que eu retirei essa imagem acima).

“o pedido de dinheiro “em nome da Presidente Dilma Rousseff” tem a cara indisfarçável do achaque e da chantagem. Trata-se de uma afronta ao espírito republicano. É o mesmo que advertir: “A presidente saberá quem colaborou e quem não colaborou”. Colaborou com o quê? Com a sua eleição? Não!!! Com aquele Brasil maravilhoso de que fala Filippi Jr., claro! UMA PRESIDENTE DA REPÚBLICA, AINDA QUE APENAS A ELEITA, NÃO PEDE DINHEIRO JAMAIS NEM USA CONQUISTAS DA SOCIEDADE COMO SE FOSSEM COISAS PRIVADAS, PERTENCENTES A UMA FACÇÃO OU PARTIDO.”

Agora volta à cena o índio velho:

Não podemos ficar assistindo a essa barbaridade sem reclamar! Vamos colocar a boca no trombone! O PT não pode fazer uma afronta dessas aos empresários brasileiros, colocando-os contra a parede para contribuírem com a campanha da Dilma. Eles que arrumassem dinheiro antes da eleição, e não gastassem mais do que podiam, para depois usar o nome da candidata eleita para forçar as contribuições. Agora que paguem suas dívidas do caixa (caixa um!) do partido, se é que ele existe!

Um escaplo desse José de Filippi Jr. seria muito bom…

Heróis da Resistência VI – @coroneldoblog e @narizgelado

Como o próprio Coronel diz: O anônimo mais lido da Internet.

O Coronel do Blog após muito escrever, como comentarista, no blog do Noblat, percebeu que deveria ter seu próprio veículo de divulgação de idéias e criou o Coturno Noturno em 2006.

De lá para cá são quase 6 milhões de visitas, sendo que nos últimos meses conseguiu a média de 40 a 50 mil visitas por dia.

O Datacoronel foi o que previu com mais precisão o primeiro turno e durante toda a batalha do segundo turno escreveu mais que o habitual e ajudou ao pessoal a lutar até o último dia.

O Coturno Noturno é um sucesso, nem o maior dos petralhas pode negar isto. O Coronel não faz seu trabalho remunerado por estatais como o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobrás como alguns dos blogueiros vendidos, mas vive do seu próprio trabalho com sua esposa @narizgelado, outra importante figura da Resistência.

Quando Lula prometeu extirpar o DEM de Santa Catarina, o Coronel e NarizGelado ajudaram a converter esta ameaça numa derrota sem precedentes para o detentor de 83% de popularidade.

Julian Assange: ‘Tenho informações que abalariam as eleições no Brasil’

Do Estado de São Paulo, 08-XI-2010

Acompanhado por seis seguranças, o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, não disfarça o incômodo com o fato de não ter residência fixa, só andar com escolta armada e ver seus funcionários sendo detidos por policiais em todo o mundo. “A censura está muito mais generalizada e profunda do que a sociedade imagina”, alertou. Em entrevista ao Estado, o polêmico hacker, autodenominado jornalista e ativista, admite que nunca pensou que sua iniciativa de criar um site para publicar documentos secretos tomaria a dimensão que tomou.

Há também material sobre o Brasil que poderá ser publicado em breve?

Sim. Não posso dizer de quem se trata. Sabemos que parte da informação que temos sobre o Brasil poderia ter abalado as pretensões eleitorais de algumas pessoas. Mas não conseguimos ter tempo de publicar o material antes, diante de todo o caso do Iraque.

Comentário meu: Acho que dificilmente ele teria algo que os jornais e revistas semanais não tenham publicado já. No entanto, não custa esperar.

Artigo completo aqui.

Um vermelho e azul com Bresser Pereira

Seguindo os passos do mestre Reinaldo, vou tentar aqui um vermelho e azul com o artigo do ex-ministro de José Sarney, Bresser Pereira na Folha de São Paulo de hoje: Dois males afinal evitados.

O artigo causou alvoroço na esgotosfera petralha, afinal para eles a glória é um ex-ministro do Sarney que também foi ministro de menor importância sob FHC falando mal do PSDB.

Bom, ele vai em vermelho e Corisco em azul.

As eleições do último domingo foram livres e democráticas. Foram próprias de uma democracia consolidada, porque o Brasil conta com uma grande classe média de empresários e de profissionais e com uma classe trabalhadora que participa dos ganhos de produtividade.
Porque conta com um sistema constitucional-legal dotado de legitimidade e garantido por um Estado moderno, que é efetivo em garantir a lei e crescentemente eficiente em gerir os serviços sociais e científicos que permitem reduzir a sua desigualdade.

É bem verdade que a justiça eleitoral brasileira foi razoavelmente competente, no entanto está longe de ser esta maravilha, este provedor do estado moderno de que fala o ex-ministro da economia do Sarney. Talvez comparado com o estado que havia quando ele lançou mais um plano maluco economico que nos jogou no fundo da fossa a coisa melhorou um pouco. No entanto os abusos perpetrados pelo presidente-cabo-eleitoral não deixam margem a dúvidas de que estamos ainda mergulhados no atraso democrático.

É verdade que os dois principais candidatos não conseguiram desenvolver um debate que oferecesse alternativas programáticas e ideológicas claras aos eleitores. Por isso, a grande maioria dos analistas os criticou. Creio que se equivocaram.
O debate não ocorreu porque a sociedade brasileira é hoje uma sociedade antes coesa do que dividida. Sem dúvida, a fratura entre os ricos e os pobres continua forte, como as pesquisas eleitorais demonstraram. Mas hoje a sociedade brasileira é suficientemente coesa para não permitir que candidatos com programas muito diferentes tenham possibilidades iguais de serem eleitos -o que é uma coisa boa.

Não concordo. Não vou comentar para não perdermos o foco.

Os dois males que de fato rondaram as eleições de 31 de outubro foram os males do udenismo moralista e potencialmente golpista e o da americanização do debate político.

Viajou na maionese total. Atribuir a UDN os dois adjetivos acima é um reducionismo histórico ridículo e que demonstra uma enorme falta de cultura política.

Quando setores da sociedade e militantes partidários afirmaram que a candidata eleita representava uma ameaça para a democracia, para a Constituição e para a moralidade pública, estavam retomando uma prática política que caracterizou a UDN (União Democrática Nacional), o partido político moralista e golpista que derrubou Getulio Vargas em 1954.

Epa! Parou. UDN é um partido moralista e golpista que derrubou Getúlio em 1954. Afirmação falsa, burra e tendenciosa, não necessariamente nesta ordem. Quem derrubou Getúlio Vargas foi ele mesmo, com um tiro calibre 32 que desferiu em seu próprio peito. Carlos Lacerda nunca violou a lei. Exerceu seu direito de crítica através da imprensa e dos dons de oratória que Deus lhe deu. Se alguém violou a lei foram os homens de Getúlio que tentaram matar Lacerda na Rua Tonelero.

Não há nada mais antipolítico ou antidemocrático do que esse tipo de argumento e de prática. As três acusações são gravíssimas; se fossem verdadeiras -e seus proponentes sempre acham que são- justificam o golpe de Estado preventivo. Felizmente a sociedade brasileira teve maturidade e rejeitou esse tipo de argumento.

Ninguém falou em golpe. As práticas anti-democráticas do PT estão incluídas no plano que Dilma rubricou mas não tragou e no PNDH-3. O manifesto em defesa da democracia que reuniu mais de 100.000 pessoas é prova de que a sociedade num gesto pacífico estava denunciando os movimentos chavistas do PT.

Quanto ao mal da americanização da política, entendo por isso a mistura de religião com política em um país moderno.
Os Estados Unidos, que no final da Segunda Guerra Mundial eram o exemplo de democracia para todo mundo, experimentaram desde então decadência política e social que teve como uma de suas características a invasão da política por temas de base religiosa como a condenação do aborto.
De repente um candidato passa a ser amigo de Deus ou do diabo, dependendo de ser ele “a favor da vida” ou não. A separação entre a política e a religião -a secularização da política- foi um grande avanço democrático do século 19. Voltarmos a uni-las, um grande atraso, a volta à intolerância.
A sociedade brasileira resistiu bem às duas ameaças. E a democracia saiu incólume e reforçada das eleições.
Em seu discurso após a eleição, Dilma Rousseff reafirmou seu compromisso com os pobres, ao mesmo tempo em que se dispôs a realizar uma política de conciliação, não fazendo distinção entre vitoriosos e vencidos.
Estou seguro que será fiel a esse compromisso, como o foram os últimos presidentes. Nossa democracia o exige e permite

A questão do aborto é sim, uma questão política. Uma questão onde combatem duas formas de ver a vida humana. Uma que respeita a vida humana desde a sua concepção e outra na qual a vida do nascituro pode ser tirada desde que isto seja conveniente para a mãe. É uma questão política legítima e deveria ter sido mais explorada.

Com relação ao estado laico, a discussão em torno ao aborto está longe de ser uma discussão religiosa. É uma discussão humanista onde um lado defende a preservação da vida de inocentes e o outro lado acha que isto é relativo.

A esgotosfera pode ficar tranquila. Se ficam felizes de ver um cara que foi ministro do governo FHC criticar uma visão de mundo que muitas pessoas que votaram no PSDB tem isto é uma prova do vigor democrático que defendemos.

O Bresser Pereira é livre para falar o que quiser na sociedade que defendemos, inclusive estupidezes.

P.S. – O Blog Coturno Noturno foi minha inspiração original para expandir este tema.

Pode isso Arnaldo? Não, a regra é clara. Mesário não faz campanha.

Cadê o TSE? Cadê os valentes da OAB?

Mesário fazendo o V da vitória junto com a candidata Dilma é pior que boca de urna. Só no Brasil que isto não dá cadeia.

Fotos do blog do Marcelo Bueno