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Que falta para pedirem o Impeachment de Dilma?

Matéria do Estadão de hoje:

Por Fausto Macedo, no Estadão:
O empresário Rubnei Quícoli incluiu o nome da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), em depoimento à Polícia Federal, como suposta beneficiária de recursos ilícitos. No último dia 12, ele manteve informações que havia prestado em setembro de 2010 no inquérito que investiga suposto tráfico de influência da ex-ministra.

Quícoli repetiu ter ouvido de Marco Antonio de Oliveira, ex-diretor dos Correios, solicitação para repasse de R$ 5 milhões – valor que seria destinado ao pagamento de dívidas de campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Segundo Quícoli, o dinheiro também seria usado na quitação de dívida de Erenice e do então candidato ao governo de Minas, Hélio Costa. “As credenciais pessoais dele (Quícoli) não o autorizam a fazer ataques contra ninguém”, reagiu o criminalista Mário de Oliveira Filho, que defende Erenice. Segundo Oliveira Filho, “as testemunhas já desmentiram (Quícoli), a palavra dele não vale absolutamente nada, é uma palavra isolada”.

O criminalista destacou um detalhe do novo relato do empresário. “No primeiro depoimento à Polícia Federal ele (Quícoli)disse que o dinheiro era para quitar dívidas de campanha de Dilma e de Hélio Costa. Agora, do nada ele incluiu o nome de Erenice. É uma grande bobagem.”

Falta uma oposição com coragem! Repassem para os da oposição!

Dilma encapando os fios desencapados

Considerando que vergonha na cara é algo que não existe entre os petralhas, o que se faz quando se tem tres fios desencapados? Encapa eles com fita isolante, mesmo que fique feio aos olhos do público.

E assim se fez, vejam bem o processo:

1) Erenice Guerra: Convidada da própria Dilma para a posse. O que fazia ali a mulher que havia quase enterrado a candidatura de Dilma? Que, segundo a própria Dilma, havia errado? Recebia o prêmio, a primeira parte dele, pelo seu silêncio.

Toda de preto, com uma saia esvoaçante e uma bolsa vermelha, Erenice ficou na ala destinada a convidados especiais – e não na de ex-ministros de Estados – e foi efusivamente cumprimentada pela nova presidente.

Acompanhada do marido, José Roberto Camargo Campos, Erenice recebeu um longo abraço de Dilma, com direito a beijo, mão na cintura e tapinhas no ombro. Ao fim, depois de tirar foto ao lado da presidente e do marido, Erenice acariciou a faixa presidencial. – Diário de Pernambuco

2) Pedro Abramovay: No rolo com o fio desencapado Romeu Tuma Junior, recebeu a secretaria nacional de combate às drogas. A pergunta que não quer calar e que nenhum jornalista teve “balls” para fazer é: que faz ali na secretaria nacional de combate às drogas um cara que tem a seguinte frase gravada numa fita: “Eu não aguento mais a Dilma e o Gilberto Carvalho pedirem para eu fazer dossiê, quase fui preso como um dos aloprados” Na frase anterior Dilma se refere a presidente e Gilberto Carvalho é um ministro de estado.

O que me espanta é o silêncio ensurdecedor da oposição e da imprensa.

Já está na hora de pedirmos o impeachment de Dilma Rousseff.

E antes que esqueça, Dilma falou em seu discurso de posse que:

A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.

Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.

Dilma em Linguagem Corporal: “Erenice eu não esqueci de você!”

Lembram destas fotos?

Agora na Coréia hoje:

As mulheres que lêem este blog poderiam dar uma consultoria sobre o que significa usar os mesmos adereços?

dica do leitor @javsmo

Fios desencapados de Dilma (2): Vinícius Oliveira de Castro

Para quem não lembra dele é o da capa da Veja em que aparece falando: “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”, esta frase foi contada por alguém que a Veja entrevistou e portanto está gravado conforme diz a matéria:

Lançado ao centro do turbilhão de denúncias que varre a Casa Civil, Vinícius Castro confidenciou o episódio da propina a pelo menos duas pessoas: seu tio e à época diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio de Oliveira, e a um amigo que trabalhava no governo. Ambos, em depoimentos gravados, confirmaram a VEJA o teor da confissão.

Antes de cair em desgraça, o assessor palaciano procurou o tio e admitiu estar intrigado com a incrível despreocupação demonstrada pela família Guerra no trato do balcão de negócios instalado na Casa Civil. Disse o assessor: “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa. Me ofereceram 200 000 por causa do Tamiflu”.

Vinícius era sócio de Israel Guerra, filho da ex-ministra Erenice Guerra. A gripe suína H1N1 ocorreu quando Dilma era ministra, portanto o rolo é grande.

Imaginemos que Vinícius resolva falar o que sabe? Ou seu tio Marco Antonio convoque uma coletiva de imprensa para contar como funcionaria o balcão de negócios na Casa Civil sob Dilma.

Será que foi só o Tamiflu que deu propina, segundo o depoimento das duas testemunhas?

Este é o segundo fio desencapado, também com alta tensão.