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Defesa aérea do Brasil é frágil

Hoje o jornal Estado de São Paulo publica uma matéria de duas páginas sobre o estado em que se encontram as forças armadas brasileiras. O cenário não é nada bom, mesmo comparando com alguns vizinhos, em concreto Chile e Colômbia. A Venezuela tem alguns equipamentos bons, mas a qualidade de suas forças armadas é de lamentável para baixo.

Dentre os pontos mencionados penso que o mais grave é a defesa antiaérea brasileira. A defesa do espaço aéreo se dá de duas formas: interceptação e fogo antiaéreo.

A interceptação atualmente depende dos Mirage-2000C baseados em Anápolis e para aviões de pequeno porte dos A29, os Super Tucanos. O F-5EM pode também ser usado como interceptador.

No entanto, depender totalmente de interceptação, considerando que temos 12 Mirage-2000C e uns 60 F-5EM é algo bastante arriscado do ponto de vista de defesa.

O Exército, em concreto a arma de artilharia, é responsável pelo abate de agressores que invadam o espaço aéreo quando não há cobertura de caças em tempo razoável. Acontece que nossa artilharia tem equipamentos muito precários. Tão precários que ousaria dizer que a defesa antiaérea baseada em solo não existe no país.

O único míssil terra-ar em operação no Brasil é o Igla-1, de operação manual e com capacidade de atingir aeronaves até 10000 pés. Muito pouco, ridiculamente pouco para um país como o Brasil.

Apesar de não ser um item de primeira necessidade no momento atual, a falta de fogo terra-ar mostra o amadorismo e a incompetência do governo petralha na gestão de assuntos estratégicos do país.

Os comandantes das três forças armadas, General Enzo Perri, Almirante, Brigadeiro Juniti Saito e o Almirante Julio Soares precisam pressionar de maneira incisiva o ministro da Defesa e a presidente da república para que cumpram a Constituição e forneçam às forças armadas condições dignas de defender o território nacional.

Defesa Antiaérea do Brasil

Reforço do Exército finalmente

Reproduzo aqui a título de utilidade pública a nota do Ministério da defesa no Twitter:

DefesaGovBr Ministério da Defesa

Defesa determina envio tropas para “proteção” no Rio- 800 homens do Exército; dois helicopteros da FAB; 10 blindados de transporte.

Decretem estado de emergência no Rio de Janeiro

Reza o art 136 da Constituição Federal que “Art. 136 – O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.”

O Rio de Janeiro passou deste ponto e a única forma de voltar a um combate normal com relação ao tráfico é o estabelecimento do Estado de Defesa com as seguintes medidas:

1) Confinamento no RDD de todos os presos perigosos, que possam estar comandando operações contra a população.

2) Ampliação das operações de inteligência. É necessário que aeronaves que gerenciam o SIVAM sejam redirecionadas para o Rio de Janeiro e estejam 24 horas por dia sobrevoando a cidade coletando dados.

3) Uso do contingente do Exército e dos Fuzileiros Navais existente no Rio de Janeiro

4) Uso da Aviação do Exército e da Marinha para apoio de fogo e patrulhamento. No Rio de Janeiro e imediações há já um grande contingente de unidades do tipo.

 

 

 

 

 

 

5) Uso intimidatório de blindados espalhados pela cidade

6) Uso de toda a força operacional do BOPE para prender ou neutralizar os elementos que estão praticando as ações terroristas.

7) Uso intimidatório de aviação de caça leve A-29

8-  Snipers postados em pontos estratégicos para a neutralização de elementos promotores de terrorismo.

São medidas excepcionais para as circunstâncias que vivemos. Pode parecer exagero, mas garanto que uma ação deste porte provocando milhares de baixas e prisões nos elementos do tráfico não será esquecida tão cedo.

O problema é: Lula tem aquilo roxo para fazer isto?