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Serra x Haddad e a incompetência de um “marketeiro”

Há muito tempo não escrevo neste espaço e, apesar dos bons ventos que sopram do STF, confesso que estou meio desanimado com a perspectiva da política no Brasil.

Confirmadas as pesquisas mais recentes, o “micador” de ENEMs, Fernando Haddad, será eleito pelo povo de São Paulo como prefeito.

No meio do julgamento do mensalão, governando o Estado de São Paulo, o PSDB pode sair derrotado da maior cidade do Brasil.

E de quem é a culpa? Em primeiro lugar, caso o desastre se concretize, de Luiz Gonzalez o pluri-derrotado marketeiro de Serra. Em segundo lugar do próprio José Serra que parece estar dando mais ouvidos a Gonzalez que à razão. Em terceiro lugar ao prefeito Kassab, que não teve força para se defender do assalto petralha à capital do estado, parece que estava mais preocupado em rachar o DEM.

Espero que nos poucos dias que faltam Serra consiga virar o jogo, não é impossível, mas é bastante difícil.

 

 

Dead Palocci Walking

Antonio Palocci é carta fora do baralho. Em um país decente talvez já estivesse preso há tempos, no Brasil é ministro. No entanto por mais sem vergonha que seja um país, por mais complacente com corrupção seja um povo, um ministro de estado não pode ter tantas evidencias de malfeitorias e continuar no cargo.

“Dead man walking”, além de um filme famoso, e por sinal muito bom, é uma gíria utilizada por guardas dos corredores da morte dos EUA quando acompanham o prisioneiro para a execução.

Palocci é dead man walking. O texto a seguir é de uma matéria do Estado de São Paulo: “Para evitar qualquer tipo de quebra ilegal do sigilo fiscal de sua empresa, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, acionou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab”. Palocci não quer ver seu ISS (ou a ausência dele) aparecer nos jornais, no entanto Kassab não tem nada com isso, e como membro da oposição deveria aproveitar para dizer em público: “A oposição não quebra sigilos, quem faz isso é o PT. Quem vai executar você são seus companheiros de partido”

Corisco defende a saída de Palocci, como defende o impeachment de Dilma Rousseff. Se o Brasil não tivesse traidores na oposição …