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Serra x Haddad e a incompetência de um “marketeiro”

Há muito tempo não escrevo neste espaço e, apesar dos bons ventos que sopram do STF, confesso que estou meio desanimado com a perspectiva da política no Brasil.

Confirmadas as pesquisas mais recentes, o “micador” de ENEMs, Fernando Haddad, será eleito pelo povo de São Paulo como prefeito.

No meio do julgamento do mensalão, governando o Estado de São Paulo, o PSDB pode sair derrotado da maior cidade do Brasil.

E de quem é a culpa? Em primeiro lugar, caso o desastre se concretize, de Luiz Gonzalez o pluri-derrotado marketeiro de Serra. Em segundo lugar do próprio José Serra que parece estar dando mais ouvidos a Gonzalez que à razão. Em terceiro lugar ao prefeito Kassab, que não teve força para se defender do assalto petralha à capital do estado, parece que estava mais preocupado em rachar o DEM.

Espero que nos poucos dias que faltam Serra consiga virar o jogo, não é impossível, mas é bastante difícil.

 

 

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Os traidores da oposição

Os que lutamos com unhas e dentes para evitar que Dilma fosse eleita sentimos agora o gosto amargo da traição.

Traição especialmente de Aécio Neves, Sérgio Guerra, César Maia. Mas também de Geraldo Alckmin, José Serra, FHC, Kassab e outros.

Reinaldo Azevedo resume bem o que acontece:

Delúbio Soares está de volta ao PT. Até o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), se mostra um tanto constrangido. Em público ao menos.
Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

A equipe econômica dá claros sinais de que não tem resposta satisfatória — nem mesmo um diagnóstico — para a equação “inflação-câmbio-juros”.
Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

Os gargalos na infra-estrutura são evidentes, como demonstram os aeroportos.
Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

Bastaram quatro meses de governo para que se percebesse que o megaplano de Dilma para a segurança pública não passava de delírio e cascata.
Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

As demais obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo estão atrasadas, e a respostas do governo é pregar o desrespeito à lei em nome da eficiência.
Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

A inflação, aquela que se percebe nos supermercados, começa a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.
Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

Um discurso para a história

Segue na íntegra o discurso de José Serra após reconhecer a derrota nas urnas. Os grifos são meus.

“Os eleitores brasileiros falaram e nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas urnas. Disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse agora, mas digo aqui, de coração, que sou muito grato aos 43 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim, que colocaram um adesivo, uma camiseta, que carregaram uma bandeira com o Serra 45. Meu imenso “muito obrigado” a todos vocês.

Quero agradecer também aos milhões de militantes que lutaram, nas ruas e na internet, em defesa de nossa mensagem, de um Brasil soberano, democrático e propriedade do seu povo. Vou carregar comigo cada olhar, cada abraço, cada palavra, cada mensagem de estímulo em vibração, inclusive no meu twitter. Ao lado dos 43 milhões de votos que recebemos, tivemos a eleição de dez governadores que nos apoiaram. Mas a maior vitória que conquistamos nessa caminhada não foi mérito meu, mas de vocês.

Pode parecer estranho para um candidato que não ganhou a eleição, mas vim aqui não para falar de minha frustração, vim falar da esperança.

Neste meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis, você alcançaram uma vitória estratégica. Cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza, consolidaram um campo político em defesa da liberdade e da democracia no Brasil. Em defesa das grandes causas econômicas e sociais do país.

Nossa campanha trouxe ao cenário eleitoral uma juventude que ama o Brasil, que ama a liberdade. Ao longo da campanha vi em muitos jovens, em centenas, em milhares deles, o jovem que fui um dia, sonhando e lutando por um país melhor, mais justo, democrático. Onde os políticos fossem servidores e não se servissem do povo. Vocês não imaginam quanta energia tirei daí, como isto jogou para adiante mesmo nos momentos mais difíceis.

Para os que nos imaginam derrotados, saibam de uma coisa: apenas começamos a lutar de verdade. Vamos dar nossa contribuição ao país em defesa da pátria, da liberdade,da democracia, do direito que todos tem de falar e serem ouvidos. Da integridade da vida pública.

Essa será nossa luta nos próximos anos. Por isso, minha mensagem de despedida para vocês não é um adeus, é um até logo. A luta continua.

Um breve comentário: foi um discurso que sacudiu meu desânimo! Lutamos muito, batalhamos voto a voto, pagando tudo do nosso bolso.

Serra é o nosso Morpheus, nosso Gandalf, ele tem a missão de comandar mais que a oposição. A resistência!