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Mais um escândalo petralha

Vamos contar os escândalos:
– Erenice (cadê a punição? cana?)
– Palocci (e aí? vai ficar por isso mesmo?)
– Mercadante e os aloprados. (Não vai cair?)
– Ministério dos transportes

Neste ritmo, capaz de bater o record de roubalheira e safadeza do governo anterior.

Importante conhecer a Petralhopédia

Minha casa minha vida – O eleitor votou nela, mas muitos não receberam a casa em troca

Uma das moedas usadas pela Dilma para conseguir votos da população de baixa renda, foi o programa “Minha casa minha vida”, que prometia entregar 1.000.000 de habitações (casas e apartamentos) até o final de 2010.

O programa divide a população atendida em três faixas, a saber:

1) Famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos – 400.000 unidades
2) Famílias com renda entre 3 e 6 salários mínimos – 400.000 unidades
3) Famílias com renda entre 6 e 10 salários mínimos – 200.000 unidades

Pois bem, segundo dados da própria Caixa Econômica Federal, do total de 1.000.000 de habitações somente 276.892 (menos de 28%) famílias foram beneficiadas pelo programa.

O problema não foi a quantidade de empreendimentos iniciados. Segundo o mesmo relatório da Caixa, só para a primeira faixa, foram contratados pelo Governo Federal empreendimentos que totalizavam 374.200 unidades, ou seja 93% do total de unidades previsto para essa faixa. Na segunda faixa, foram contratadas 113.500 unidades (28% do total). A última faixa teve 74.600 (38% do total) unidades contratadas ou financiadas pelo Governo Federal. Somando isso tudo chegamos a 562.300 unidades, com um gasto Federal de R$ 32.200.000.000,00 (32,2 bilhões de reais).

O problema é que dessas 562.300 unidades, pouco mais da metade prometida pelo governo, somente 276.892 unidades foram entregues. Além disso, informações que vão além dos números mostram que vários empreendimentos desses foram terminados de qualquer maneira ou foram feitos em áreas de risco.

Um exemplo disso é o empreendimento para primeira faixa, de zero a três salários mínimos, construído em Governador Valadares, em Minas Gerais. Segundo a matéria de hoje do jornal O Globo, o empreendimento, inaugurado pela própria Dilma, foi construído sobre o antigo lixão de Governador Valadares e, além de ter sido entregue em péssimas condições e atrasado, já teve 14 casas condenadas pela Defesa Civil e terá mais 6 interditadas por possibilidade de desabar.

Parece que o Governo não se lembra da tragédia ocorrida no Morro do Bumba em Niterói, em abril de 2010, onde uma comunidade inteira foi engolida pelo lixão que existia embaixo de suas casas durante uma chuva intensa. Será que eles querem que o mesmo aconteça em Governador Valadares?

O pior desse caso é que cada uma desses casas custou R$ 195.000,00 para o Governo Federal, um valor completamente absurdo, uma vez que na mesma cidade casas de melhor padrão e em locais melhores podem ser compradas por R$ 100.000,00. Exemplo claríssimo de superfaturamento de obras.

No Rio de Janeiro, é possível ver algumas obras do Minha Casa Minha Vida completamente abandonadas ou simplesmente paradas. Um exemplo disso é o complexo de casas no bairro do Lins de Vasconcelos, que estava com as obras a pleno vapor durante o período eleitoral e, logo após a vitória do PT nas urnas, teve as obras paralisadas e está até hoje exatamente como estava em dezembro de 2010.

Outros exemplos iguais a esses podem ser encontrados em quase todos os estados. Os piores estados no programa Minha Casa Minha Vida são Cerará e Amapá.


Durante a campanha presidencial, a senhora Dilma minimizou o problema dizendo que o importante não era acabar, mas sim contratar. As palavras dela num entrevista à Folha de São Paulo foram as seguintes: “Estamos dando um show porque tem mais de 500 mil [unidades] contratadas, quando se dizia que não conseguiríamos 200 mil”.

Quer dizer que o que interessa é começar a obra e não acabar? Interessa mais contratar (gastar) e não entregar? E ainda por cima querem nos fazer engolir um “Minha Casa Minha Vida 2”. Ah, faça-me o favor! Escalpo em todos eles!

Fez bem o serviço secreto de revistar os ministros brasileiros

Na Folha
Por Natuza Nery e Patrícia Campos Mello:
O forte aparato de segurança do presidente Barack Obama constrangeu alguns ministros brasileiros. Segundo o relato de um desses ministros, as exigências para a entrada dos visitantes ao evento do mandatário americano com empresários dos dois países causou mal-estar entre as autoridades brasileiras.
Conforme o relato obtido pela Folha, cinco ministros de Dilma Rousseff teriam reclamado do esquema de segurança a que foram submetidos: Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Alexandre Tombini (Banco Central) e Edison Lobão (Minas e Energia).
Eles foram escoltados por agentes americanos em um ônibus até o local do evento e revistados na entrada. Outro ministro informou que alguns deles entraram no local do encontro porque não podiam recuar e saíram logo em seguida sem participar da solenidade.
O ministro Fernando Pimentel afirmou por meio de sua assessoria que deixou o local porque fora chamado pela presidente Dilma Rousseff. Um dos ministros contou que o esquema fez com que se sentissem como “colegiais” ou suspeitos tentando entrar nos Estados Unidos.

Fez bem o serviço secreto de revistar os ministros brasileiros. Afinal, com o histórico deste pessoal do PT cautela nunca é demais.

Podiam ter dado uma geral na Dilma também, afinal de contas …. o passado ….

Corisco Games apresenta: associe o nome ao rolo

( ) Quebra de sigilo da família Serra          (  ) Fernando Pimentel

(  ) Aloprados                                                 (   ) Mercadante

(   ) Rolo no Panamericano                          (    ) Mantega

 

Há tempo para falar e tempo para calar

Recebi uns três e-mails perguntando a razão de estar escrevendo pouco nestes dias.

A razão é bem simples. É difícil competir com o ruído do carnaval, o desfile de bundas e o momento onde as pessoas estão mais preocupadas com o tapa-sexo (que eufemismo grotesco) das senhoras que mostram suas carnes nos desfiles ou com as pessoas que urinam nas ruas.

Um país assim não é sério. Vamos esperar que esta loucura carnavalesca passe para tentarmos insuflar um pouco de esperança de que é possível mudar, que é possível expulsar a corja petralha que tomou o estado brasileiro