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Sérgio Cabral deve renunciar

Sim, é isto mesmo. A única atitude possível do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes diante da situação de absoluta corrupção exposta na polícia do Rio de Janeiro é a renúncia imediata.

O leitor pode fazer duas perguntas: porque? e quem entraria no lugar dele?

Respondo à primeira: quando toda a cúpula da polícia civil de um estado, seus subordinados e seus antecessores, ou estão na cadeia ou cairam por ligação ou suspeita de ligação com o crime organizado a pergunta é porque estavam lá? Ignoraria o governador Sérgio Cabral as malfeitorias destes rapazes? Seria Sergio Cabral o marido traído que se recusa a admitir a presença do Ricardão no armário por berrantes que sejam as evidências?

Por ignorância ou por corrupção não podemos aceitar que Cabral continue como governador do Estado do Rio de Janeiro. Acabou! Cabral é um Mubarak tupiniquim e como tal deve ser tratado. Fora Cabral!

E com relação a questão de quem entraria no lugar de Cabral, considerando a podridão da corporação de segurança do Rio de Janeiro, é fundamental a realização de novas eleições e que o governador eleito tenha a seu dispor o apoio da Polícia Federal e das Forças armadas para exorcizar de vez a corrupção das forças de segurança do estado.

Fora Cabral! Dê o fora rápido!

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Tragédia no Rio e Imprensa pega no pé do Governador e Prefeito de São Paulo

Corisco se solidariza com os leitores do Estado do Rio de Janeiro, devastado pelas chuvas, mas com o governador preservado pela imprensa…

Texto abaixo é do Reinaldo Azevedo. Muito bom como sempre.

“O quadro é triste e desesperador”.

A fala é do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (conta ser o governador de fato), depois de sobrevoar a região serrana do Rio, onde pelos menos 119 pessoas morreram em conseqüência das fortes chuvas que castigam a área.

Ele tem razão. É isso mesmo! Já choveu neste começo do ano o esperado para o mês inteiro.  Como em São Paulo. Não há infra-estrutura decente que suporte isso sem graves prejuízos. Imaginem, então, quando estamos falando de casas e barracos pendurados em áreas instáveis.

Fico aqui a imaginar se o prefeito Gilberto Kassab ou o governador Geraldo Alckmin, diante do aguaceiro de São Paulo – que matou até agora muito menos gente – dissessem algo parecido… Seriam esmagados. Apanharam muito hoje do Partido da Imprensa Petista porque acusaram, vejam que absurdo!, o excesso de chuvas.

É claro que é uma tragédia! Temos a convergência de uma ocorrência natural atípica – a chuva excessiva – com um histórico de carências e irresponsabilidades que, como não poderia deixar de ser, pune especialmente os pobres.

Enquanto houver brasileiros morando em áreas de risco, a maioria delas em situação irregular, brasileiros morrerão vítimas das chuvas. É o estado que tem de dar casa para toda essa gente.?Há quem queira que sim. Nem vou discutir isso agora. Mas de uma coisa estou certo: o estado tem de impedir, com a força policial se preciso, a ocupação de áreas de risco. E deve fazê-lo para preservar vidas.

E o “Minha Casa, Minha Vida”, o tal programa de Dilma Rousseff? Entregou 10% das casas prometidas, e são pouco mais de 3 mil as residências destinadas a essa faixa de renda que morre soterrada. Se a metafísica influente diz que o estado tem de dar casa a quem não tem casa, que se dê. Mas uma coisa é certa: junto com essa política de natureza “social”, é preciso tirar as pessoas das áreas de risco e impedir que ocupem outras tantas. E aí se trata de fazer cumprir a lei.

Ou assistiremos a esse morticínio ano após ano.

Não é fácil, não! Ao contrário: trata-se de algo muito difícil. Entre outras razões porque se trata também de uma questão de natureza ideológica. Brasil afora, movimentos ditos “pró-moradia” estimulam as invasões, e pobre do prefeito que decidir fazer uma desocupação. Criou-se um ciclo perverso que consiste em ocupar uma área irregular para exigir, depois, do poder público a devida compensação pela desocupação.

Um estudo sério da renda dos moradores de áreas irregulares, incluindo as favelas de São Paulo,  surpreenderia muita gente. Boa parte teria condições de morar em outros locais, pagando certamente aluguel. Mas o misto de populismo e esquerdismo que impera na área impede que se faça a coisa certa.

Por isso, pessoas continuarão a morrer soterradas.  Porque o bom senso morreu primeiro

 

Apoiar o combate ao tráfico e exigir que Cabral e Beltrame depois reconheçam que foi errada a estratégia inicial

Agora é hora de combater o tráfico. No entanto é preciso deixar na lista de coisas para fazer a cobrança que deve ser exercida sobre o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame e principalmente do gov. Sérgio Cabral.

Digo principalmente do Sérgio Cabral pois foi o beneficiado pelo marketing eleitoral provido pelas UPP que não prendiam bandidos. Vendeu uma imagem de paz no Rio de Janeiro que não existia. José Mariano Beltrame é um bom secretário, mas errou na sua avaliação inicial da forma de fazer UPPs. Creio que agora é a pessoa que está dando a cara para bater e merece ser respeitado por isso.

Dois textos do Reinaldo Azevedo são leitura obrigatória para entender o que está ligado a estes dias de violência no Rio.

Violência no Rio: 2×0 para o óbvio

Viva o Rio!Ou Beltrame estava constrangido porque teve que trocar a UPP pela UPP do B

Rio de Janeiro uma cidade em guerra

As UPP de Sérgio Cabral estão agora cobrando o seu preço.

Cabral colocou UPPs, no entanto, esta ocupação ocorreu quase sem prisões e sem apreensões de armas. Considerando que os traficantes não se converteram, nem decidiram entrar em outros negócios o crime só mudou de lugar.

O resultado pode ser visto no Mapa mantido pelo ex-prefeito do Rio, César Maia: Link

Uma pergunta que é justa que seja feita é: porque não houve arrastões durante o período eleitoral? Pior que os arrastões é a possibilidade de ter havido um acordo entre autoridades e bandidos com o objetivo de não prejudicar a candidatura de Sérgio Cabral e de Dilma Rousseff.