Um partido de direita

Um partido de direita no Brasil faz muita falta. Aqui vão algumas bandeiras que precisam ser carregadas.

  • Liberdade de Expressão sem nenhum tipo de censura
  • Liberdade de Imprensa total
  • Emenda no Artigo 5, XLVII da Constituição, possibilidade de prisão perpétua. (Há, no entanto, um entendimento que esta é uma cláusula pétrea e não pode ser alterada. Neste caso, retiramos nossa proposta de prisão perpétua e colocamos: aumento dos 30 para 50 anos de detenção)
  • Reforma do Código Penal para endurecer o regime de progressão das penas.
  • Lei anticorrupção com penas duras.
  • Discutir o fim do estatuto do desarmamento. O cidadão tem o direito de se defender caso o Estado não possa fazê-lo.
  • Estado mínimo, privatizações com o fortalecimento das agências reguladoras.
  • Fortalecimento do financiamento de pesquisas cientificas no país.
  • Endurecimento das relações com países que não respeitam a democracia: Irã, Venezuela, Cuba, Coréia do Norte, Equador.
  • Combater o aborto, eutanásia e outras formas de desrespeito da vida humana.
  • Apoio a indústrias em setores estratégicos como semicondutores, farmacêutica, aviação.
  • Fortalecimento das forças armadas e criação de uma guarda nacional para combater o tráfico de drogas.

Outras idéias irão surgindo pelos vossos comentários…

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  1. Falar em “direita”, hoje, é como falar em “comunista” há 30 aos atrás. É quase um crime.

    Se não tiver gente de coragem para dizer que ser de direita é, basicamente (simplificando, claro) a defesa do estado mínimo e a defesa intransigente de todas as garantias do indivíduo, pregaremos ao léu. Em contrapartida, se nós mesmos não começarmos essa discussão, não aparecerão as gentes de coragem – com mandato – para isso.

    Tô dentro.

  2. Eu estou seguro que dentro da direita há muitas nuances, mas é importante que haja um partido com representação que não tenha vergonha de defender nossas bandeiras.

    Porque pode haver PCO, PSTU, PSOL, PCB, PT e não pode haver um partido de direita decente?

  3. Assino em baixo, e acredito que no Brasil, um partido de direita, efetivamente, é o único de oposição com chances de ser unido, haja vista que o bem comum é interesse de todos e não fortuna pessoal. Em países do primeiro mundo funciona perfeitamente bem e na Europa, em alguns países já governam. Vamos nessa! Se brotar alguma idéia, volto.

  4. Tá mais do que na hora de acabar com essa farsa de um suposto progressismo. Só fazem dessa bandeira uma forma disfarçada de se implantar regimes autoritários ao extremo, seguindo a linha adotada por ditaduras ou semi-ditaduras (existe isso?) tipo Venezuela, Cuba, regimes islâmicos e por aí vai.
    Só avisa na hora de começar.

  5. Bom, vou tentar dar a minha contribuição aqui da maneira mais objetiva possível.

    Nós temos um eleitorado de direita no País? Temos. Não foram poucas as pessoas que anularam seus votos e que votaram em José Serra ou como forma de protesto, ou levadas pela vontade de votar no “menos pior”. Que não se engane quem acha que Serra é de direita. Se fosse de direita, não teria proposto a ampliação dos gastos públicos com a criação de mais dois ministérios.

    Entretanto, a direita brasileira, minguada e subnutrida, oscila entre o fisiologismo sem-vergonha e o delírio raivoso. O Estado é sempre visto como a solução de todos os problemas – embora eu concorde plenamente com Reagan: o governo é o problema. Tanto a direita quanto a esquerda brasileiras recorrem, em maior ou menor grau, a um discurso nacionalista que promove mais divisão e discórdia do que união. Além disso, não temos efetivamente nenhum político ou partido que defenda as bandeiras que encontramos no conservadorismo político e no liberalismo econômico, ambas mutuamente complementares.

    Uma dessas bandeiras que, julgo eu, devem ser seriamente consideradas é a implantação de um federalismo de fato no Brasil. Atualmente, os estados não possuem real autonomia para decidir suas questões. A interferência da União nos estados e a dependência destes para com aquele é muito alta e, frequentemente, prejudicial. O jurista Dalmo Dallari trata em seus textos, dentre outras coisas, do Estado federal.

    Bom, por ora, é isso. Espero ter contribuído para o debate.

  6. Caríssimos: criei um post sobre isso em meu blog – http://blogdomaurinhomedeiros.blogspot.com/ – a respeito da Direita no Brasil. Mais do que um partido de direita, precisamos é de bandeiras de direita! E que bandeira melhor para a Direita na Maior Nação Verde do mundo do que a do Ambientalismo Liberal, de viés anti-socialista?
    Se gostarem do post, me sigam! http://www.twitter.com/vazmedeiros

    PS: Excelente site! Já favoritei e estou seguindo-os no twitter! Parabens!

  7. Prezado (ou prezada),

    Não precisa publicar esse comentário. Faço apenas uma observação para a evolução de sua carta de propostas: não é possível emendar o art. 5º da Constituição, pois ele contém o que chamamos de cláusulas pétreas, que não estão ao alcance de emendas constitucionais. Para adotar a prisão perpétua, pena de morte fora dos casos previstos, restrição da liberdade de expressão, do direito de herança ou qualquer outra proposição contrária ao que hoje está no art. 5º seria preciso fazer uma nova Constituição.

  8. Os direitos fundamentais previstos no art. 5º não podem ser suprimidos ou restringidos, até pelo princípio da vedação do retrocesso (“entrenchment” dos direitos fundamentais). Nada impede que sejam reconhecidos outros direitos no corpo do art. 5º, como é o caso da razoável duração do processo, inserida no inciso LXXVIII. Então o direito à felicidade, essa grande e inútil bobagem, não é por isso inconstitucional. A proibição da prisão perpétua ou da pena de morte fora dos casos previstos, assim, não se pode remover por simples emenda constitucional.

  9. Como todo tema clássico, a imutabilidade das cláusulas pétreas e os limites do poder de revisão constitucional tem muita bibliografia aos seus costados. Para consultar a matéria em um manual bem atual e com bom conteúdo, sugiro Gilmar Mendes e outros, Curso de direito constitucional, Saraiva, 5ª edição, 2010. Clássica é a abordagem de Pontes de Miranda, nos Comentários à Constituição de 1967, tomo I, editora Revista dos Tribunais. Para aprofundar com um trabalho monográfico, sugiro Walber Agra, Fraudes à Constituição: um atentado ao poder reformador, Sergio Fabris, 2000.

  1. Pingback: Discutindo a direita no Brasil | Se entrega Corisco eu não me entrego não

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